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Agronegócio catarinense negocia exportação de carne suína para o México

Com o sucesso das negociações, este será mais um mercado exclusivo do agronegócio de Santa Catarina, como já acontece com Japão e Coreia do Sul

Redação ND
Florianópolis
01/07/2018 às 20H53
Segundo o governador de Santa Catarina, conquista do novo mercado terá impacto direto na suinocultura do Estado - Jonas Oliveira/ANPr/Divulgação/ND
Segundo o governador de Santa Catarina, conquista do novo mercado terá impacto direto na suinocultura do Estado - Jonas Oliveira/ANPr/Divulgação/ND


O agronegócio de Santa Catarina está em negociações com o México para exportar carne suína catarinense para o país. Santa Catarina já tem uma sólida parceria com o México no fornecimento de carne de frango e existe o interesse também na compra da carne suína produzida no Estado. Este será mais um mercado exclusivo do agronegócio catarinense, como já acontece com Japão e Coreia do Sul.

Segundo o governador Eduardo Pinho Moreira, a conquista desse novo mercado terá impacto direto na suinocultura do Estado. “Nós exportamos para o mundo todo e agora surge um novo mercado importante: o México. Os mexicanos demonstraram interesse em conhecer as plantas frigoríficas instaladas em Santa Catarina e importar a carne suína produzida no Estado. Este é um grande mercado, que vai favorecer a suinocultura catarinense”, destacou.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que o fato de Santa Catarina ser o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação fez com que o mercado mexicano voltasse a atenção para os produtos catarinenses. Santa Catarina já tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal desde 2007. “O México importa carne suína dos Estados Unidos e Canadá e busca outros mercados com o mesmo status sanitário. E nós queremos mostrar ao governo mexicano que podemos fornecer carne de alta qualidade com absoluta segurança sanitária”, disse.

Em julho, uma missão mexicana visitará frigoríficos catarinenses. Logo após, representantes do Governo do Estado, agroindústrias e Governo Federal irão até o México para dar sequência às negociações. As informações foram confirmadas durante reunião do Governo do Estado e representantes do setor produtivo de carnes, que trataram também de questões ligadas ao abastecimento de milho e ao fortalecimento da defesa agropecuária catarinense.

Em reunião, Governo do Estado e representantes do setor produtivo de carnes também trataram do abastecimento de milho e do fortalecimento da defesa agropecuária catarinense - Saul Oliveira/Secom/Divulgação/ND
Na reunião, Governo do Estado e setor produtivo de carnes trataram também do abastecimento de milho - Saul Oliveira/Secom/Divulgação/ND


Abastecimento de milho gera preocupação no setor produtivo

O abastecimento de milho é uma preocupação constante do setor produtivo catarinense. O grão é fundamental para a competitividade das agroindústrias instaladas no Estado e o setor tem demandas urgentes. Durante a reunião com o governador, os representantes do Sindicarne (Sindicato Indústria Carnes Derivados de Santa Catarina) levantaram duas questões: as melhorias necessárias na aduana de Dionísio Cerqueira e a falta de um subsídio do Governo Federal no frete do milho.

Santa Catarina importa quase quatro milhões de toneladas de milho todos os anos para abastecer as cadeias produtivas de aves, suínos e leite, e grande parte desse grão vem de caminhão do Centro Oeste, com distâncias que chegam a dois mil quilômetros. Por isso, o pedido de subvenção ao frete seria uma alternativa para manter a viabilidade da produção de proteína animal no Estado.

“Hoje, 70% dos custos de produção de suínos e aves em Santa Catarina são formados a partir do preço do milho e do farelo de soja. O abastecimento de grãos é fundamental para manter a competitividade do produto catarinense. Nós já estamos trazendo milho do Paraguai e essas são ações que se multiplicam. Temos que estar atentos a essa atividade econômica vital para o nosso Estado”, ressaltou o governador.

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