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Agosto Dourado: maternidade de Florianópolis incentiva a amamentação exclusiva

Na Carmela Dutra, as mães são orientadas por médicos e enfermeiras a realizar o aleitamento e também a doar o leite excedente

Dariele Gomes
Florianópolis
31/07/2017 às 19H34

O ato de amamentar vai muito além da relação afetiva entre mãe e bebê, pois é o leite materno que o alimenta pelo menos nos primeiros seis meses de vida dele. Ciente dessa importância, e feliz com a relação de amamentação com a filha Isabella, a empresária Adriana Lopes, 34 anos, diz que não há prazer maior do que alimentá-la. Isabella nasceu no domingo (30), na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis. “Estou muito feliz em poder amamentar minha filha. Eu sei o quanto é importante para a saúde dela, muito além do toque e do carinho na hora da amamentação, uma sensação de felicidade plena, pois você dá a vida e através da amamentação a mantém de forma saudável”, disse.

Isabella, a segunda filha de Adriana, recebe aleitamento materno exclusivo - Daniel Queiroz/ND
Isabella, a segunda filha de Adriana e Valter, recebe aleitamento materno exclusivo - Daniel Queiroz/ND



Como forma de incentivar as gestantes a amamentar, Adriana aproveita o Dia Mundial da Amamentação, nesta terça-feira (1º), para dizer às mães a felicidade que sente ao alimentar a filha. “É uma sensação incrível, que exige paciência e muita vontade, porém compensadora, já que aquele pequeno ser depende desse leite para crescer saudável. Ao mesmo tempo que alimento, estabeleço uma relação de carinho com a pequena Isa. Todas as mães deveriam tentar, insistir mais um pouco, antes de pensar em desistir de alimentar seu filho”, afirmou.

>> Florianópolis terá programação especial na semana de incentivo à amamentação

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a amamentação até dois anos de idade, sendo que o bebê deve ser alimentado exclusivamente pelo leite materno até os seis meses, com introdução de alimentos complementares a partir dessa idade. A enfermeira mestre Karine Vieira, coordenadora do BLH (Banco de Leite Humano) e do Ciam (Centro de Informações sobre Aleitamento Materno) da Maternidade Carmela Dutra, diz que além de informar e orientar como amamentar, o setor é responsável por receber doação de leite de mães que estejam internadas na maternidade e coletar doações em domicílio. Ela reforça ainda que há mães que não têm leite, então para ela, doar leite materno, o pouquinho que é doado, é tudo para quem precisa. “Tem muitas mães que querem amamentar, tem a consciência do benefício, mas não têm leite. O banco ajuda os bebês daqui com esse leite doado”, destacou.

O pai de Isabella, Valter Machado, 43, diz que o casal já tem uma filha, de três anos e meio, que também foi alimentada por Adriana. “Nossa filha Danielli também mamou no peito, até os dois anos e oito meses. Vejo a Adriana mais madura em relação a isso também. Estamos felizes em conseguir oferecer o leite materno à Isa”, comentou. Adriana ainda destaca que com a primeira filha foi uma nova experiência, mais difícil. Já com a segunda filha, tudo tem acontecido de forma mais fácil e natural.

Ter paciência e não desistir

A enfermeira Karine Vieira explica que quando a mulher tem as contrações para ganhar o bebê libera um hormônio chamado citocina, o que faz com que o leite do seio seja liberado para amamentação. “Os dois estão ligados, por isso que não se orienta uma gestante a estimular a saída do leite durante a gravidez, pois ela pode estimular as contrações e acabar tendo um parto pré-maturo”, explicou.

Ela diz ainda que a mulher não deve desistir nas primeiras tentativas, já que para algumas mulheres a relação com o bebê demora alguns dias para acontecer. “Aleitamento materno exige muita paciência e interação com a criança. É necessário também uma rede de apoio, muita orientação de profissionais qualificados e apoio da família”, disse.

Karine explica ainda que leite materno protege o bebê de diversas doenças e infecções, como otites, alergias e pneumonias, além de melhorar o desenvolvimento mental da criança e contribuir para o fortalecimento do vínculo afetivo. Ela diz ainda que mães não devem ficar com dúvida sobre a primeira mamada, cuidados com a alimentação e o processo de desmame do bebê, e devem procurar informação.

O Ciam funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h, para que mães possam ter orientações. “A amamentação ainda é a ação mais barata de maior redução de mortalidade infantil, de menos risco ao planeta e que não agride a ninguém. Sem dúvidas que vale a pena tentar”, destacou a enfermeira.

Agosto Dourado

Desta terça-feira até o dia 7 de agosto é comemorada a Semana Mundial da Amamentação. A data, celebrada desde 1992, foi estabelecida pela Waba (Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação), para promover os benefícios do aleitamento materno. No Brasil, a Lei 13.435/2017 instituiu agosto como o Mês do Aleitamento Materno, mais conhecido como Agosto Dourado. 

As maternidades e os hospitais públicos da administração direta da Secretaria de Estado da Saúde farão diversas ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno. Estão programadas palestras, eventos, divulgação em diversas mídias e em espaços públicos, iluminação e decoração de espaços com a cor dourada e reuniões com as comunidades. O tema deste ano é “Trabalhar juntos para o bem comum”.

ONDE DOAR
Banco de Leite Humano

Em Santa Catarina, existem seis postos de coleta e 13 bancos de leite credenciados à Rede Brasileira de BLH

Seis estão localizados em unidades próprias do Estado: Maternidade Carmela Dutra e Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis; Hospital Regional de São José; Maternidade Darcy Vargas, em Joinville; Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra; e Hospital e Maternidade Tereza Ramos, em Lages.

Atualmente, 221 bancos e 188 postos de coletas espalhados pelo país integram a Rede Brasileira de BLH, considerada a maior do mundo.

Quem pode doar

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Para mais informações procure um banco de leite ou acesse o site da Rede Brasileira de Banco de Leites www.redeblh.fiocruz.br

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