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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Aflov depende da indicação de um administrador pela Justiça para resolver sua situação

Entre os problemas estão dívida de mais de R$ 3,5 milhões, aluguel atrasado da sede e contas bloqueadas

Felipe Alves
Florianópolis

O MPT (Ministério Público do Trabalho) realizou ontem audiência com representantes da Prefeitura de Florianópolis e da Aflov (Associação Florianopolitana de Voluntários) para tentar resolver os casos trabalhistas que envolvem os funcionários da entidade. Sem presidente há mais de cinco meses, a associação enfrenta dificuldades e depende da Justiça para encontrar um administrador que possa dar encaminhamento aos problemas.

Flávio Tin/ND
Flávio Tin/ND
Há uma semana um dos carros da instituição foi penhorado e o salário dos funcionários pago em parcelas


O procurador do trabalho Sandro Sardá previa discutir os casos trabalhistas dos funcionários, entretanto, ele afirmou que o grande problema está na questão operacional.


Para resolver esta situação, o sub-Procurador geral do município, Ricardo Graciolli Cordeiro, explicou que entrou na justiça com uma medida cautelar administrativa pedindo que um juiz indique um administrador judicial para a Aflov porque a prefeitura não encontrou um voluntário para assumir o posto.

Uma nova audiência entre MPT, Prefeitura e funcionários foi marcada para 29 de outubro. O advogado da Aflov, Alberto de Souza Júnior, explicou que trabalho hoje na associação é feito de forma precária por causa da falta de condições dos funcionários.

Hoje, 63 funcionários estão na ativa na Aflov, divididos entre a parte administrativa da associação, o projeto Herdeiros do Futuro e os responsáveis por cuidar dos dois estacionamentos que são administrados pela entidade, mas que pertencem ao Estado e à União. Há ainda outros 75 afastados.

Problemas vão de dívidas a aluguel da sede atrasado

Além da falta de um presidente e  a dívida de mais de R$ 3,5 milhões por ações trabalhistas, a Aflov está com todas as contas da instituição bloqueadas há mais de quatro meses. Um dos três carros está penhorado desde a semana passada, além do pagamento dos funcionários ter sido feito de forma parcelada durante o mês. Nem mesmo o aluguel da sede foi quitado, correndo o risco de despejo.

A receita da associação é de R$ 130 mil e as despesas somam mais de R$ 180 mil por mês. Para o procurador Sardá, uma solução para aumentar a renda e pagar as dívidas da associação é elevar o valor da hora/fração dos estacionamentos, que hoje é de R$ 3. Mas, mesmo assim, esta medida seria a longo prazo. “Esta foi uma ação paliativa para postergar a agonia dos trabalhadores.”, disse Icléa Andrade, líder da comissão de funcionários da Aflov.

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