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Advogado entra com habeas corpus em favor de empresário preso por lavagem de dinheiro

Eduardo Pahl Cunha, dono da Multimoney Corretora e Casa de Câmbio, e o diretor de operações da empresa, Manoel Craveiro da Fonseca, estão no presídio de Canhanduba, em Itajaí

Colombo de Souza
Florianópolis
01/07/2018 às 21H09

O advogado Nilton Macedo impetrou habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Porto Alegre (RS) em favor do dono da Multimoney Corretora e Casa de Câmbio, Eduardo Pahl Cunha, e do diretor de operações da empresa, Manoel Craveiro da Fonseca. Eles foram presos na última quinta-feira, em São Paulo, pela Polícia Federal, em cumprimento de prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Federal de Florianópolis, onde são investigados em lavagem de dinheiro.

De acordo com a justiça, a Multimoney subfaturava contratos de DJs internacionais em festas de música eletrônica em Santa Catarina. Além das prisões preventivas, os federais também cumpriram mais 14 mandados de busca e apreensão: cinco em São Paulo e nove entre as cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau. A intenção do defensor é a de que seus clientes respondam em liberdade. O dono e o diretor da Multimoney foram interrogados em São Paulo e conduzidos para a penitenciária de Canhanduba, em Itajaí.

A investigação teve início em 2013 durante a apuração de uma possível evasão de divisas realizada através de pagamentos a DJs de renome internacional que vinham atuar em Santa Catarina, com contratos subfaturados. A Multimoney Corretora e Casa de Câmbio, com sede em São Paulo, tem filiais em diversas cidades brasileiras, inclusive em Santa Catarina.

A polícia apurou que uma corretora de câmbio, que fazia parte do mesmo grupo econômico da empresa de eventos, apresentava indícios de gestão fraudulenta. Conforme a PF, foram realizadas 155 operações de câmbio com utilização dos nomes de 111 pessoas que já estavam mortas, além de pagamentos de terceiros no exterior que não eram os reais exportadores das mercadorias, inclusive mediante contratações feitas por empresas investigadas na Operação Lava Jato e ligadas a doleiro já condenado.

As atividades ilegais foram identificadas e registradas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em sete relatórios, apontando um total de mais de R$ 2 bilhões em movimentações atípicas.

A polícia também percebeu indícios de que representantes da corretora de câmbio tentaram obstruir as investigações mediante contato com um servidor público, a fim de serem instruídos sobre como reaver os valores apreendidos na investigação.

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