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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Acate e Senac TI desenvolvem o programa Jovem Aprendiz

A primeira turma, que já está em andamento, deve diminuir a carência de qualificação na área

Danilo Duarte
Florianópolis

Fotos Rosane Lima/ND

Yan, José, Lucas, Tainara e Cristiane fazem o curso

A primeira turma de jovens que participa do programa Jovem Aprendiz, em Florianópolis, está em andamento. São 20 adolescentes que participam de um curso teórico e prático nas instalações do Senac TI (Serviço Nacional do Comércio - Tecnologias da Informação) e exercitam o que aprenderam atuando em cinco empresas que participam da Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia).

Um dos estudantes que faz parte do programa é o adolescente José de Magalhães, 15 anos. Assim como outros que compõem esta primeira turma, ele se interessou pela área ao ver as possibilidades de crescimento profissional.

“Já fiz alguns cursos nesta área e quero fazer a faculdade de ciências da computação”, conta o jovem, que freqüenta a escola no período da manhã e reserva a tarde para as aulas no Senac TI, no Centro da Capital. Cada estudante recebe como ajuda de custo meio salário mínimo estadual, além de vale-transporte para o deslocamento.

Magalhães é um dos mais decididos em relação ao seu futuro profissional, mas a participação no programa já rende outros resultados, que podem ser decisivos no mercado de trabalho. É o caso de Cristiane Pinheiro, 17 anos, que revela, orgulhosa, ter desenvolvido a paciência com tantos testes de programação.

 As aulas chegam agora ao segundo dos 11 meses. Deste total, são 600 horas de convivência na empresa e outras 400 horas de aprendizado nas salas de aula do Senac TI. A presença dos estudantes no ambiente profissional ocorrerá a partir do terceiro mês.

“Precisamos nivelar os conhecimentos deles nas áreas de tecnologia, por isso aproveitamos para realizar um intensivo agora no final do ano”, conta o coordenador do programa no Senac TI, Rafael Vieira Cabral.

A parceria entre as duas instituições capacita o jovem aprendiz para atuar no ramo de tecnologia da informação e comunicação. A intenção é que o participante do curso auxilie empresas de software no desenvolvimento de programas.

Durante este período de 11 meses, Cabral explica que são repassados conhecimentos em lógica de programação, banco de dados, programação em web e testes de softwares. Também compõem a grade curricular noções sobre cidadania, economia pessoal, educação ambiental, processo de atendimento e vendas em tecnologia da informação.

 

Próxima turma já está planejada


Rafael diz que falta de mão de obra especializada para o setor 

O programa Jovem Aprendiz foi formatado em parceria entre as duas instituições como forma de diminuir a carência em pessoal qualificado que o setor vive. De acordo com a diretora executiva da Acate, Jamile Sabatini Marques, ao fim do programa, os jovens "estarão capacitados para fazer teste de software e poderão trabalhar com programação".

Segundo o coordenador do programa no Senac TI, Rafael Vieira Cabral, a segunda turma do Jovem Aprendiz deve ser aberta no primeiro semestre de 2011. Podem participar jovens de 14 a 18 anos de idade, que tenham afinidade com tecnologia e queiram mais conhecimento nesta área.

Quem deseja participar da próxima turma, deve procurar as duas instituições parceiras do Jovem Aprendiz. A confirmação das vagas se dá à medida que as empresas associadas a Acate demonstram interesse.

 

Crescimento do setor depende de mais pessoal qualificado

 

O crescimento nesta área, que é considerado o segmento para o qual  a Grande Florianópolis tem vocação, impõe cada vez mais colaboradores. Esta carência de colaboradores é, segundo Jamille, o grande gargalo para o crescimento das empresas.

"Sabemos que atualmente o setor cresce de 20% a 30% ao ano em Florianópolis e também em Santa Catarina, mas este crescimento não é acompanhando pela academia, que não tem ampliado a oferta de profissionais nesta proporção", pondera.

Com a falta de pessoal qualificado, o crescimento fica contido, avalia Cabral. Ainda não há dados consolidados sobre a quantidade de postos de trabalho em aberto por falta de pessoal qualificado, mas a Acate e a Prefeitura de Florianópolis estão mapeando esta informação, que deve estar concluída no próximo semestre.

 "Com esta ação, poderemos verificar quais as empresas estão com maior necessidade de mão de obra, além dos cursos de capacitação disponíveis no mercado de trabalho", avalia a diretora.

 

Perfil atualizado do setor de TI na Grande Florianópolis

  • 550 empresas
  • Aproximadamente 5.500 colaboradores
  • Em 2009, o faturamento foi de R$ 1,2 bilhão
  • O setor cresce, em média, 25% ao ano
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