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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Acate e Prefeitura apresentam pesquisa sobre o setor de TI da Capital

Levantamento feito pela Acate em parceria com a prefeitura revela carências do setor, como a falta de mão de obra especializada

Redação ND
Florianópolis
Divulgação/ND
Apesar do crescimento, setor de TI da Capital sofre com a falta de mão de obra 


Um raio-x completo das necessidades de recursos humanos e de cursos de capacitação no setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) em Florianópolis. É o que a Acate (Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia) e a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, prometem apresentar nesta segunda-feira, 09/05, às 17h, na sede da Acate. Apesar de sofrer com a falta de mão de obra especializada, o setor, apenas na Capital, vem crescendo entre 20% e 30% ao ano e já fatura cerca de R$ 1 bilhão no mesmo período.

Os resultados do “Mapeamento de Recursos Humanos e Cursos do Setor de TIC” são fruto de um trabalho minucioso no decorrer de 2010. A pesquisa identificou as principais carreiras nas empresas de tecnologia e as habilidades e competências mais valorizadas nos profissionais. Além disso, a demanda atual, um dos principais problemas enfrentados pelo setor também foi levantada, incluindo aí a projeção das necessidades para os próximos anos. Serão apresentados ainda os dados mais atuais sobre o número de profissionais, empresas e cursos universitários e técnicos em Florianópolis.

A Acate, preocupada com a carência de mão de obra no Estado e na Grande Florianópolis, tem realizado uma série de ações e parcerias com as empresas e o poder público. "O mapeamento de recursos humanos em Florianópolis foi o primeiro passo, que teve a importante parceria com a prefeitura. A partir destas informações, já estamos agindo no sentido de propor projetos que atendam a necessidade de formação do setor tecnológico. Além disso, estamos ampliando nossa aproximação com as instituições de ensino a fim de orientar uma melhor formação dos jovens", explica Moacir Antônio Marafon, vice-presidente da Acate e coordenador do mapeamento.


Garimpo de talentos nas escolas públicas
Uma das alternativas que a Acate já desenvolveu, inclusive com o apoio direto da prefeitura, foi a de buscar novos talentos em escolas públicas da Capital - por meio do projeto Aluno Monitor, que formou em abril mais de 500 jovens. Em outros projetos, as próprias associadas são madrinhas na formação de profissionais técnicos.

Para o secretário de Ciência e Tecnologia de Florianópolis, Carlos Roberto De Rolt, há um descompasso entre as necessidades da economia e a capacidade de geração de mão de obra e de formação de talentos. “Conhecer e entender esse desencontro é o primeiro passo - e a etapa essencial - para definir estratégias e planejar ações e projetos para contornar essa situação e garantir que não volte a se repetir no futuro. Diante disso, o mapeamento é um instrumento essencial para a concepção e implantação de políticas e estratégias de entidades públicas e privadas para a capacitação, formação e desenvolvimento de talentos”, completa.

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