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Ação cultural busca valorização da região leste do Centro de Florianópolis

Ocupa Antonieta pretende reunir artistas para pintar fachada de prédio público em 22 de julho

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
04/07/2018 às 22H15

Localizada no chamado Baixo Centro de Florianópolis, a fachada do antigo Colégio Dias Velho, que também sediou a Escola Antonieta de Barros, será alvo de uma ação cultural no próximo dia 22 de julho. A iniciativa tem como objetivo valorizar os espaços públicos na região da área central que tem se destacado com aspectos culturais e econômicos da vida boêmia na Capital.

A ação chamada Ocupa Antonieta é organizada pelo comerciante Radji Schucman e pelo jornalista e produtor cultural Fifo Lima, e deve contar com a participação de artistas visuais, como pintores, grafiteiros, pichadores, gravadores, lambe lambes, praticantes do stencil e artistas de outras linguagens. Lançado nas redes sociais no dia 2 de julho, a iniciativa já recebeu mais de 500 confirmações e tem mais de mil interessados. “A ideia é chamar atenção para a zona leste do Centro antigo. A Rua Victor Meirelles se tornou eixo de ligação da Praça XV com a Avenida Hercílio Luz e tem um aspecto econômico muito forte, com o surgimento de bares e o ambiente boêmio”, justifica Lima.

Prédio da Escola Antonieta de Barros, no centro histórico de Florianópolis - Marco Santiago, ND
Prédio da Escola Antonieta de Barros, na região leste do Centro de Florianópolis - Marco Santiago, ND


O Ocupa Antonieta está previsto para se iniciar a partir das 15h, mas pode ser antecipado para 13h ou 14h, diante da adesão da comunidade artística que frequenta a região. “Antes de começar, vamos reunir os artistas para estabelecer os espaços. Também recebemos a adesão de músicos, então precisaremos organizar a ação antes do início”, afirma Lima, que ainda teme haver algum tipo de proibição para a iniciativa até a data programada.

Do ponto de vista urbanístico, a ação também pretende estimular o debate para implantação de um calçadão da região leste, pois o trecho entre a Praça XV a Rua Saldanha Marinho está fechado para o tráfego há mais de 20 anos, mas a obra do passeio público ainda não foi realizada. “Além da economia, há um aspecto cultural marcante, pois ali estão localizados o Museu Victor Meirelles, em fase final da obra de ampliação e restauração, e a antiga sede da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), que deve abrigar parte do acervo da Biblioteca Pública Estadual.

Com a iniciativa, a comunidade artística também pretende descobrir como estão os projetos e trâmites burocráticos, que previam a restauração do prédio histórico e sua ocupação pela Escola da Assembleia Legislativa, conforme previsto, quando o imóvel foi cedido por 30 anos pelo governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação para o parlamento catarinense. De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa, uma licitação para elaboração de um projeto arquitetônico já foi realizada, mas os demais trâmites, como a licitação para restauração do imóvel têm esbarrado na burocracia junto a órgãos municipais e estaduais.

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