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A única policial catarinense especialista em trânsito fala sobre segurança nas estradas

Fabiana Cruz de Souza Fernandes que a palavra “cuidado” é a mais adequada para um trânsito humano e sem violência. “Falar ao celular nem pensar, muito menos dirigir sob efeito de bebida alcoólica”

Colombo de Souza
Florianópolis
29/07/2018 às 21H28

Depois que concluiu o curso de especialização profissional em poli­ciamento de trânsito rodoviário, da Polícia Militar Rodoviária de São Pau­lo, Fabiana Cruz de Souza Fernandes está mais confiante na pista vistorian­do veículos. Ela diz que a fiscalização requer muito detalhe e, além disso, o agente deve estar sempre atualizado nas alterações da lei. Nascida em Flo­rianópolis, Fabiana é a única soldado da Polícia Militar de Santa Catarina especialista em trânsito rodoviário.

Nos 45 dias de curso, Fabiana aprendeu muita coisa e ressaltou que a palavra “cuidado” é a mais adequa­da para um trânsito humano e sem violência. “Falar ao celular nem pen­sar, muito menos dirigir sob efeito de bebida alcoólica”, disse. Este dois ingredientes, misturado à alta veloci­dade, são as principais causas de co­lisões fatais.

Mais atenção do trânsito  - Daniel Queiroz/ND
Fabiana defende um trânsito humano e sem violência - Daniel Queiroz/ND

De acordo com o IGP (Instituto Geral de Perícias), onde são realiza­das necropsias de mortes violentas, os acidentes de trânsito matam mais em Santa Catarina do que homicídios do­losos. Segundo o IGP, no primeiro se­mestre de 2017 morreram no trânsito 720 pessoas, enquanto por arma de fogo ocorreram 418 mortes. A despro­porção ficou ainda maior no mesmo período deste ano: 702 por acidente de trânsito e 347 mortes por homicídios dolosos decorrentes de arma de fogo, faca ou outro meio cruel.

Fabiana ensina que se todos fi­cassem mais atentos ao volante e se respeitássemos as leis de trânsito ocorreriam menos mortes. No Posto 1 da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), na SC-401, Norte da Ilha, onde ocor­rem blitz e com frequência, a soldado detecta inúmeras irregularidades co­metidas pelos condutores, cujos atos inconsequentes podem levar à fata­lidade. “Falar ao telefone, não usar o cinto de segurança e nem colocar a criança na cadeirinha adequada são os mais comuns”, disse.

Em apenas uma hora, conforme Fabiana, é possível flagrar mais de 20 condutores falando ao celular ou não usando o cinto na SC-401. “Quan­do eles percebem que tem blitz mais à frente colocam o cinto. A gente vê este movimento”, conta.

Mais atenção no trânsito  - Daniel Queiroz/ND
 No posto da SC-401, Fabiana sempre flagra abusos de motoristas - Daniel Queiroz/ND



Respeito entre motoristas, ciclistas e pedestres

Para Fabiana Fernandes, um trânsito mais seguro de­pende do comportamento in­teligente não apenas do con­dutor do veículo, mas também do pedestre e do ciclista. Esta regra vale para usuários de to­das as rodovias. “Assim como o motorista tem de respeitar a preferência do pedestre na faixa de segurança, o pedes­tre também precisa respeitar a sinalização luminosa”, afir­mou. A soldado lembra que bicicletas não podem trafegar em pistas exclusivas de ônibus e que o ciclista deve sempre usar capacete.

Sobre casos de embriaguez ao volante, Fabiana tem per­cebido que jovens na faixa etária entre 20 e 35 anos es­tão deixando o carro em casa e vão para as baladas de Uber ou táxi. “Nas blitze temos pa­rado muitos carros de mo­toristas de aplicativo. Já os mais velhos, que procuram divertimentos, não têm este hábito”, disse.

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