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“A única coisa que pode piorar o país é ter eleições pelo Congresso”, diz Esperidião Amin

O deputado é o relator na Câmara dos Deputados da PEC que permitiria eleições diretas em 2017

Felipe Alves
Florianópolis
18/05/2017 às 17H30
Esperidião Amin, relator do projeto - Câmara/ND
Esperidião Amin, relator do projeto - Câmara/ND


Relator na Câmara de Deputados da PEC que permitiria à população escolher um novo presidente da República em 2017, o catarinense Esperidião Amin (PP) defende que, neste momento, após as denúncias divulgadas pelo jornal O Globo envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), o melhor para o país seria a aprovação da emenda constitucional.

“Agora temos mais chances, pois é outro cenário. Acho que a PEC seria o caminho mais adequado. A única coisa que pode piorar o país agora é ter eleição pelo Congresso”, diz ele.

De acordo com Amin, hoje ele e outros defensores da PEC procuraram o presidente da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB), e ele concordou em pautar a PEC 227/2016 para a próxima terça-feira.

“Se vai passar ou não, eu não sei. Mas esse seria o princípio da soberania popular. Acho que o ideal é aprovar a proposta para que, caso aconteça algo, temos eleição direta e não indireta”, afirma ele. Amin ainda afirmou que o que se está vivendo hoje no Brasil é de uma “gravidade incrível, sem paralelo e precedentes”.

De autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), a PEC teve o parecer de admissibilidade emitido por Amin em junho do ano passado e, desde então, está parada na mão do presidente da CCJ. A proposta estabelece que, caso o cargo de presidente fique vago antes de seis meses do fim do mandato, o novo presidente da República deverá ser escolhido por meio de eleições diretas, ou seja, pelo voto da população.

Hoje, a partir do terceiro ano do mandato, o novo presidente tem de ser escolhido por eleições indiretas, quando só deputados e senadores votam.

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