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“A autoridade no Brasil afrouxou", dispara Alvaro Dias (Podemos), em sabatina na Record TV

Candidato à Presidência da República também falou sobre violência, reforma trabalhista e convidar Sergio Moro para o Ministério da Justiça

Redação ND
Florianópolis
24/08/2018 às 21H02

A penúltima entrevista com presidenciável realizada como parte da maratona da Record TV nas Eleições 2018 foi ao ar na noite desta sexta-feira (24). O sabatinado da vez foi o representante do Podemos, Alvaro Dias, que respondeu perguntas dos jornalistas Eduardo Ribeiro e Christina Lemos ao longo de 15 minutos. Ele foi questionado sobre assuntos como corrupção, violência e reforma trabalhista.

Alvaro Dias foi o entrevistado desta sexta-feira na Record TV - Edu Moraes/Record TV/Divulgação/ND
Alvaro Dias foi o entrevistado desta sexta-feira na Record TV - Edu Moraes/Record TV/Divulgação/ND


A trajetória do candidato em cargos públicos foi o primeiro tema. “Eu sempre fui um contestador”, disparou Dias, que já havia tentado chegar  à Presidência, em 1989, mas perdeu as prévias do PMDB. “Sempre combati esse sistema e hoje creio que tenho mais responsabilidade e o dever de substituir a nossa proposta para refundação da República, porque conheci esse monstro nas suas entranhas”, completou. O candidato atribuiu as suas trocas de sigla à inquietude e indignação e lembra que só governou durante quatro anos, como governador do Paraná, e durante sete meses, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Quanto às afirmações de que chamaria o juiz Sergio Moro para o cargo de Ministro da Justiça, Dias esclarece que não se trata de oportunismo, e sim de um convite simbólico. “Ele é o símbolo de uma nova Justiça. O que eu desejo é fazer da Operação Lava Jato política de Estado, uma espécie de tropa de elite no combate à corrupção”.

O presidenciável também falou sobre o pedido de valores retroativos de aposentadoria no Paraná, do qual ele teria abdicado. “Eu seria o grande idiota do país se jogasse pro ar R$ 10 milhões e não admitisse que tenho esse direito”, disparou. Dias explicou que requereu os valores a pedido de duas entidades de assistência social de Curitiba, para as quais ele planeava doar a quantia. No entanto, a repercussão negativa na imprensa o fez recuar. “Acho que só pode falar em acabar com privilégios aquele que abre mão dos próprios”, disse. Ainda sobre os a questão, prometeu acabar com o auxílio moradia de autoridades e afirmou que planeja cumprir a lei do teto salarial, além de reduzir o número de senadores e deputados.

O candidato do Podemos também foi questionado sobre o envolvimento de empresas de um de seus aliados políticos, Joel Malucelli, na Operação Lava Jato. “Por enquanto ele não é investigado. A empresa sim, mas ele se afastou há anos exatamente para exercer atividade pública”, justificou. “Espero que ele responda tudo. Não pode haver seletividade, todos devem ser investigados quando acusados”, completou.

A proposta do Podemos de não cobrar Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês também foi abordada. “Oito milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção de imposto”, defendeu. “Isso resultaria em uma renúncia de R$ 1,5 bilhão, o que no contexto da Receita Federal não é algo exorbitante”. Dias garantiu ainda a realização de uma nova reforma tributária, que tende a reduzir o preço de produtos e medicamentos. O projeto, explicou, visa fazer a economia do país crescer 5% ao ano e gerar mais de 10 milhões de empregos. “Geração de emprego é o grande drama dos brasileiros”, disparou.

“Não sou contra a reforma trabalhista, fui contra os erros dela”, afirmou Dias, que criticou a decisão do governo de não aceitar o aprimoramento da proposta. “Nós temos que corrigir alguns defeitos”, disse, citando condições de trabalho de gestantes, a terceirização e o trabalho intermitente.

Próximo ao fim, o presidenciável apresentou soluções para a segurança pública. “O que falta aqui é honestidade, planejamento e competência de gestão”, garantiu. “A autoridade no Brasil afrouxou. Quando a autoridade não se impõe, a marginalidade se sobrepõe”. Uma opção, defendeu, é focar os investimentos na educação, segurança e alimentação na primeira infância. “Isso vai interferir na redução dos índices de violência, corrupção e qualidade do salário". Se eleito, ele também pretende instituir uma frente latino-americana de combate à produção e ao tráfico de drogas, reforçando o monitoramento de fronteiras. “Vamos investir em inteligência e qualificar a polícia”, disse.

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