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Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
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Encontro nacional reúne apaixonados por bambolê em Florianópolis

Durante três dias, amantes da “brincadeira” participaram do evento em Ponta das Canas

Fábio Bispo
Florianópolis
Luiz Evangelista/ND
Grupo de diversas regiões do país se encontrou em Florianópolis no fim de semana

 

Apesar de popularizado nos Estados Unidos, no final dos anos 1950, o hula hoop tem tanto a ver com a cultura brasileira que aqui nas terras tupiniquins foi batizado de bambolê, que vem do verbo bambolear — gingar. Apaixonados pelo costume de fazer o aro girar em volta do corpo, exigindo perícia e muita ginga, um grupo de 20 pessoas se reuniu entre sexta-feira e domingo (14,15 e 16), em Ponta das Canas, Norte da Ilha, no 1º Encontro Brasileiro de Bambolê. Países como a Alemanha, Finlândia e o próprio Estados Unidos cultivam festivais e encontros semelhantes.

Durante os três dias, brasileiros vindos de várias regiões do país trocaram idéias sobre as técnicas de uso do bambolê. “Debatemos tudo que envolve o bambolê. Técnicas de movimentos, inspiração, criação e até assuntos relacionados ao mercado”, disse uma das organizadoras, Gisele Losso, brasileira radicada em Los Angeles, de onde veio exclusivamente para promover o encontro. Muitos dos que participaram do evento trabalham com o bambolê, seja comercializando, dando aulas ou realizando apresentações artísticas.

Boa parte dos aros são fabricados artesanalmente, e decorados com adereços e cores que chamam ainda mais a atenção de quem acompanha o rebolado natural para manter o bambolê entornando o corpo. Durante anos, o artefato foi muito ligado às brincadeiras infantis, e no final dos anos de 1990 o bambolê retornou no cenário mundial como atividade voltada para o bem estar do corpo ou em apresentações artísticas. O retorno começou nas festas eletrônicas na Europa nos Estados Unidos, onde muitos participantes já apresentavam outros números de malabarismo enquanto curtiam as festas.

Em Los Angeles, muitas empresas já adotaram o bambolê como alternativa aos intervalos dos funcionários para fumar ou consumir guloseimas. “A ideia é promover o encontro todos os anos, não sabemos ainda se sempre em Florianópolis ou em outras cidades”, adiantou Gisele, que participa de encontros de bambolê em Los Angeles, onde mais de 200 pessoas se encontram regularmente.

Milenar

O bambolê foi criado no Egito há três mil anos e era feito com fios secos de parreira. As crianças egípcias imitavam com os bambolês as artistas que dançavam com aros em torno do corpo.

Em 1958, o bambolê como conhecemos atualmente, de plástico colorido, surgiu nos Estados Unidos da América. Em apenas quatro meses foram comercializadas 25 milhões de unidades.

 

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