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Bolsonaro erra ao explorar facada, diz campanha de Alckmin

Aliados disseram que fotografia em que Bolsonaro simula segurar uma arma com as mãos dentro do leito, com robe hospitalar e ligado a aparelhos, é um gesto de gente perturbada

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
10/09/2018 às 15H38

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) considera uma sucessão de erros a exposição de Jair Bolsonaro (PSL) no hospital depois de ser alvo de uma facada em Juiz de Fora (MG).

Aliados disseram que a fotografia em que o adversário simula segurar uma arma com as mãos dentro do leito, com robe hospitalar e ligado a aparelhos é um gesto de gente perturbada.

Da mesma forma, afirmaram, o vídeo em que o senador Magno Malta (PR-ES) gravou de Bolsonaro ainda grogue, horas depois do atentado, é uma exposição forçada.

Flavio Bolsonaro divulgou imagem nas redes sociais - Twitter/Reprodução
Filho de Bolsonaro divulgou imagem de uma camiseta com sangue nas redes sociais, em alusão ao ataque - Twitter/Reprodução


Auxiliares de Alckmin afirmam que, com a exploração sensacionalista do episódio, Bolsonaro pode acabar não se beneficiando da comoção popular. A ordem do candidato tucano é "esperar decantar" o episódio.

A reportagem relatou na sexta (7) que a campanha tucana identificou que não houve uma comoção incondicional com o ataque ao presidenciável, de empatia. A reação é mais polarizante do que agregadora para Bolsonaro, avaliaram estrategistas tucanos após pesquisas qualitativas.

Nesta segunda-feira (10), Alckmin afirmou que "os brasileiros já têm problema demais, não podemos ter um presidente que seja mais um problema". Para o tucano, "uma coisa é a solidariedade a quem foi vítima de um atentado vil e covarde, o qual condenamos duramente".

"A outra são os destinos do país, é escolher quem vai ser presidente, unir o Brasil, fazer mudanças de que o Brasil precisa. O povo quer governo que funcione.". Ele encerrou a entrevista sem comentar a exposição de Bolsonaro e aliados do episódio.

Alckmin diz que propaganda controversa foi alerta contra a violência

Candidato do PSDB à Presidência, o ex-governador Geraldo Alckmin afirmou na noite deste domingo (9) que a controversa propaganda em que criticava os métodos do adversário Jair Bolsonaro foi um alerta para o risco de violência na corrida eleitoral.

Ao comentar a propaganda veiculará por sua campanha —na qual uma bala atingia alimentos até chegar à cabeça de uma criança— Alckmin justificou:

"Nós alertamos. O caminho não é pela bala", disse Alckmin, acrescentando que no "olho por olho, a gente acaba cega".

Já a candidata da Rede, Marina Silva, afirmou que, quando se cultiva o ódio, ele acaba de concretizando.

Sem falar diretamente das propostas de Bolsonaro, Marina afirmou: "Deus o livre que aquela pessoa tivesse uma arma na mão".

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