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16 partidos catarinenses e suas estratégias para chegar ao governo do Estado em 2018

Um ano antes do pleito, maioria se apresenta como candidato para, lá na frente, rediscutir espaço em outras posições

Altair Magagnin
Florianópolis
24/02/2017 às 18H43

A disputa por espaço para as eleições de 2018 é intensa entre partidos e candidatos. No ano anterior ao pleito, a estratégia é anunciar candidaturas à cabeça de chapa. Em um segundo momento, é permitido flexibilizar e aceitar outras posições, como vagas a vice ou ao Senado. Um dos fatores levados em conta é a “geografia das urnas” após 2016. Esta semana foi de importantes movimentações.

Pela ordem: - Reprodução/ND
Da esq.: Dário Berger, Eduardo Moreira, Mauro Mariani, Udo Döhler, Claudio Vignatti, Jorginho Mello, Marcos Vieira, Paulo Bauer, Gelson Merisio, Paulinho Bornhausen, Esperidião Amin


 

1 - PMDB

  • Principais nomes: Dário Berger, senador; Eduardo Moreira, vice-governador; Mauro Mariani, deputado federal; Udo Döhler, prefeito de Joinville.
  • Cenário atual: Dos nomes cotados para disputar o governo, nenhum tem força para se sobrepor ao outro. Uma das alas é encabeçada pelo vice-governador Eduardo Moreira. Durante a campanha eleitoral, ele deve estar no exercício do governo, após renúncia de Raimundo Colombo PSD para concorrer ao Senado. Além do próprio nome, Moreira testa ainda a indicação do prefeito de Joinville, Udo Döller. O empresário desponta com um perfil diferente do político tradicional. Em outras frentes estão o deputado federal Mauro Mariani, presidente estadual do partido, e o senador Dário Berger.
  • Com quem pode coligar: Defende o direito de lançar candidatura própria, após dois mandatos apoiando o PSD. Com um iminente rompimento, o partido busca aliança com o PSDB, até mesmo por uma composição nacional para a candidatura à Presidência da República.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 2,5 milhões
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 98 

2 - PSD

  • Principal nome: Gelson Merisio, deputado estadual.
  • Cenário atual: Quando completar oito anos no comando do Executivo catarinense, o PSD irá pleitear mais um mandato. A principal candidatura do partido ao governo de Santa Catarina, em sucessão a Raimundo Colombo, é do deputado estadual Gelson Merisio. Presidente da Assembleia Legislativa nos últimos dois anos, Merisio já percorre o Estado em eventos para firmar parcerias ao projeto. Nesta semana, em reunião partidária, Colombo declarou apoio formal a Merisio, dizendo que não tem compromisso com outras siglas. Foi um recado claro ao PMDB, iniciando um processo de ruptura com a sigla do atual vice. No mesmo evento, Paulo Bornhausen, presidente do PSB, também formalizou apoio ao projeto do PSD.
  • Com quem pode coligar: Sem reconhecer o acordo de apoiar o PMDB, o partido caminha para o rompimento. Trabalha para atrair outras forças, como o PP e até mesmo o PSDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 1,5 milhão
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 61

3 - PSDB

  • Principais nomes: Marcos Vieira, deputado estadual; Paulo Bauer, senador.
  • Cenário atual: Mantendo a tradição de candidaturas ao governo do Estado, fortalece o argumento após o aumento no comando de prefeituras, em municípios estratégicos. Outro fator é a necessidade de um palanque para a candidatura tucana à Presidência. Candidato em 2014, o senador Paulo Bauer perdeu o comando do partido, mas é sempre lembrado, e o mais cotado, para concorrer. Por outro lado, desponta o deputado estadual Marcos Vieira, presidente da sigla, ou quem ele apoiar. O partido, recentemente, voltou à base de Colombo.
  • Com quem pode coligar: Pode estar tanto no projeto do PMDB quanto do PSD, mas neste momento não declina da candidatura ao governo.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 1,3 milhão
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 38

4 - PP

  • Principal nome: Esperidião Amin, deputado federal.
  • Cenário atual: Força história catarinense, o PP manteve o mesmo número de prefeituras em relação ao pleito de 2012, mas perdeu praças importantes. A disputa acirrada no segundo turno na Capital deu amplo destaque à família Amin, dando mais condições ao deputado federal Esperidião. O presidente estadual da sigla entrou no páreo, tanto internamente na legenda, quanto para o comando das articulações com outras forças políticas. O partido fez recentes movimentos de aproximação com o governo do Estado, ingressando efetivamente com cargos na administração de Raimundo Colombo.
  • Com quem pode coligar: É cotado como um dos principais apoios à candidatura do PSD.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 689 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 46

5 - PSB

  • Principal nome: Paulo Bornhausen, ex-deputado federal.
  • Cenário atual: Reestruturado sob o comando da família Bornhausen, o PSB foi o partido que mais cresceu nas eleições municipais de 2016. Não ocupa cargos oficialmente no governo Raimundo Colombo, mas mantém postura alinhada à administração na Assembleia Legislativa. Integra um bloco parlamentar com PP e PR. Tem em Paulo Bornhausen seu principal nome. Nesta semana, ele anunciou apoio ao projeto do PSD, o que lhe dá perspectivas a outras candidaturas, como vice ou Senado.
  • Com quem pode coligar: Após afirmar que conversava com todos, menos o PT, partido declarou apoio ao PSD.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 563 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 10

6 - PT

  • Principal nome: Claudio Vignatti, ex-deputado federal.
  • Cenário atual: Mesmo sem ter sido citado em investigações de corrupção, em Santa Catarina, o partido sofreu os reflexos do desgaste nacional da sigla. Foi o que mais perdeu prefeituras nas eleições municipais mais recentes. No pleito de 2014, lançou a candidatura de Claudio Vignatti, ex-deputado federal, que volta a ser citado para 2018. O deputado federal Pedro Uczai e os estaduais Dirceu Dresch e Luciane Carminatti são outros com força interna na sigla.
  • Com quem pode coligar: Conversa com forças de esquerda, como PSOL, mas sofre com o isolamento de alianças.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 144 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 20

7 - PR

  • Principal nome: Jorginho Mello, deputado federal.
  • Cenário atual: A sigla rompeu com o governador Raimundo Colombo e adotou independência na bancada no Legislativo. Nesta semana, expulsou o deputado Natalino Lázare. Um dos motivos é o alinhamento do parlamentar com o governo Colombo. Ainda na Alesc, compõe bloco com PP e PSB. O presidente do partido, deputado federal Jorginho Mello, fala oficialmente no próprio nome como candidato ao Estado em 2018.
  • Com quem pode coligar: Mesmo citando candidatura própria, imprime forte aproximação com o PMDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 110 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 12

8 - DEM

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Em Santa Catarina, o partido cresceu nas eleições municipais mais recentes, mesmo na contramão da perda de lideranças nos últimos anos, tanto no Estado quanto no país. É Paulo Gouvêa, suplente do senador Dário Berger, um de seus principais quadros, mas sem a pretensão de uma disputa ao Executivo catarinense.
  • Com quem pode coligar: Está na base do governo Colombo, mas na suplência do senador Dário, o que cria ligações tanto com PSD quanto com PMDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 61 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 3

9 - PDT

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Perdeu boa parte das prefeituras que ocupava, no comparativo de 2012 com 2016. É independente da gestão Colombo na Alesc, não sendo raro votar com a oposição. Isso pode mudar em 2017, caso confirme especulação de entrar no governo. Outra possibilidade é de candidatura própria, caso consiga trazer o petista Décio Lima para o partido. O convite já foi feito, mas ainda não foi aceito. Pode ser embalado pela onda pró-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República.
  • Com quem pode coligar: Tendência ao alinhamento com forças de esquerda, como o PT ou o PSOL.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 47 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 3

10 - PPS

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partido não tem representação na Assembleia Legislativa e está na deputada federal Carmen Zanotto sua principal liderança. Tem uma prefeitura no Estado e passa por um processo de reformulação em alguns de seus diretórios municipais.
  • Com quem pode coligar: Sem especulações sobre coligação com outros partidos.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 36 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 1

11 - PCB, 12 - PCdoB, 13 - PSOL e 14 - PSTU

  • Sem candidatos eleitos.
  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partidos como PCB, PCdoB, PSOL e PSTU tendem ao lançamento de candidaturas, em especial para dar visibilidade às suas ideologias. O PSOL surge como opção mais forte de esquerda, embalado pela derrocada do PT no cenário nacional e pelo bom desempenho da candidatura de Elson Pereira, na Capital. O PCdoB, que concorreu alinhado a Colombo em 2014, tende a partir para a independência, após perder espaço no governo.
  • Com quem pode coligar: Tendência de coligação entre si ou candidaturas próprias.

15 - PRB e 16 - PSC

  • Sem candidatos eleitos.
  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partidos como PRB e PSC tiveram crescimento no eleitorado e nos representantes eleitos, embalados por um movimento mais conservador espalhado pelo país. As siglas encontram respaldo principalmente em eleitores ligados às igrejas evangélicas. O PSC tem um representante no Legislativo catarinense, alinhado à base do governo Raimundo Colombo.
  • Com quem pode coligar: Ambos participaram da coligação do PSD. Na Capital, o PRB esteve com o PMDB.
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