Publicidade
Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 19º C

Volta Oceânica começa nesta quarta em Florianópolis com a experiência de atleta olímpico

André Fonseca, o Bochecha, busca um lugar na Volvo Ocean Race, competição de vela que dá a volta ao mundo

Diogo Maçaneiro
Florianópolis
08/02/2017 às 10H57

Navegar é preciso, velejar é uma arte e dormir é uma necessidade. Mas às vezes o caminho pelos mares do mundo pode ser bem tortuoso e nem sempre é possível contemplar a paisagem dos cinco continentes quando se dá a volta ao mundo numa embarcação, como na Volvo Ocean Race, por exemplo. A explicação vem do experiente André Fonseca, o Bochecha, participante de três Jogos Olímpicos – Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008 – e o mesmo número de “pernadas” ao redor do planeta, numa delas pelo barco Brasil 1, inédito na principal prova oceânica do mundo.

Barco Pajero treinou ontem na raia de Jurerê  - Flávio Tin
Barco Pajero treinou ontem na raia de Jurerê - Flávio Tin

“Na Volvo você percorre o mundo pelo mar, mas acaba não conhecendo os países. Você passa quatro ou cinco dias e já parte para seguir viagem. É de passagem mesmo”, afirmou o catarinense de 38 anos, uma das atrações da 28a etapa da Volta Oceânica de Santa Catarina, que começa hoje e vai até sábado no Iate Clube de Santa Catarina, raia de Jurerê. “As provas olímpicas são mais interessantes. Uma prova como a Volvo é mais estressante, navegando dia e noite com água na cara, sem lugar ideal para descansar”, afirma.

Desbravar mares tem seus percalços. Quem é do ramo sabe bem da dificuldade em se navegar em águas calmas e no calor, típico das águas próximas à linha do Equador, mas é no sul do mundo que o “bicho pega”. “Quando você sai da Nova Zelândia em direção ao Brasil, passa pelo Cabo Horn. Você corta caminho, mas fica cada vez mais frio e com mais vento”, garante, referindo-se à etapa da Volvo cujo destino é Itajaí. “O caminho mais curto para dar a volta ao mundo é pelos polos”, explica.

“Base” da vela formada em escolas públicas

Bochecha é atleta da Marinha e terá no seu barco em Jurerê, o Pajero, pela classe ORC, um atleta formado no projeto social mantido pelo Veleiros da Ilha e que leva a vela para estudantes de escolas públicas da cidade. José Irineu, o Tainha, tem 14 anos e foi convidado pelo ídolo para participar da tripulação. Estudante da Escola Virgílio Várzea, em Canasvieiras, comemora poder aprender com um superatleta como Bochecha.

Bochecha durante o treinamento na raia de Jurerê - Flávio Tin
Bochecha durante o treinamento na raia de Jurerê - Flávio Tin



“É um ídolo. Altos cara (sic). Ele veleja para caramba e sabe ensinar. Numa tarde com ele eu aprendo muito”, afirmou. Ontem, ele já caiu na água para o último treinamento dos times antes das regatas de hoje.

Se as condições climáticas forem favoráveis, as regatas começam já pela manhã, segundo informação da organização da prova, comandada por Ricardo Navarro, que foi diretor de prova nos Jogos Olímpicos do Rio.

      Publicidade

      0 Comentários

      Publicidade

      Escolha seu time

      • Chapecoense
      • Criciúma
      • Figueirense
      • JEC
      • Avaí
      Publicidade