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Velejadores se preparam para a etapa mais temida da Volvo Ocean Race

A 13ª edição da regata de volta ao mundo, que começou ainda no ano passado, tem o percurso mais longo da história

Fabiane Paza, ND
Nova Zelândia
19/04/2018 às 15H08

Na entrada da Vila da Regata em Auckland, Nova Zelândia, um globo gigante ajuda os visitantes a entende­rem o caminho que os veleiros precisam seguir para comple­tar a Volvo Ocean Race. A 13ª edição da regata de volta ao mundo, que começou ainda no ano passado, tem o percurso mais longo da história: 83 mil quilômetros, que devem ser completados em oito meses. A largada neste domingo, com destino à Itajaí, dá início a sé­tima e mais longa das etapas, que ao todos são onze.

Globo ajuda a desenhar a rota feita pelos veleiros na volta ao mundo - Fabiane Paza/Divulgação/ND
Globo ajuda a desenhar a rota feita pelos veleiros na volta ao mundo - Fabiane Paza/Divulgação/ND

“São ventos fortes, ondas gigantes e muito frio”, diz o velejador da Equipe Mapfre, Blair Tuke, que resume o que vem pela frente nos 12 mil qui­lômetros entre Auckland e o Brasil. A “perna”, como cada etapa é chamada, na lingua­gem náutica, além de mais longa, é uma das mais temidas pelos competidores. Não por acaso, o time vencedor pontua dobrado. Fatores geográficos e climáticos contribuem com o alto nível de dificuldade: no caminho que passa ao norte da Antártida, há poucas estru­turas geológicas para amorte­cer o vento e a severidade das águas oceânicas. As rajadas chegam a 130 quilômetros por hora. O continente gelado em constante derretimento também pode soltar icebergs, obstáculos que as equipes não podem prever. “São condições duras de navegar. O barco vai muito rápido e isso também se torna um risco. São situações que a gente não costuma en­contrar frequentemente num trecho tão longo”, explica o iatista e medalhista olímpico Torben Grael, único brasileiro que carrega título de campeão na Volvo Ocean Race.

 

Batismo no Cabo Horn

O ponto mais emblemático da viagem fica no extremo do continente americano: o Cabo Horn. No universo da navega­ção é conhecido como um dos mares mais perigosos do mun­do. Os sistemas de baixa pres­são do Hemisfério Sul rodam o planeta e se comprimem entre a ponta do continente e a penín­sula Antártica, numa zona de águas pouco profundas.

Passar pelo Cabo Horn rende pontos extras à primeira equipe que conseguir o feito na Volvo Ocean Race. Para velejadores que cruzam o ponto pela pri­meira vez, um ritual de batismo é tradição entre os tripulantes. A brasileira Martine Grael, inte­grante do time AkzoNobel, já es­pera a vez dela. “Estatisticamen­te no histórico da regata muitos barcos costumam quebrar nessa perna. Estou esperando que a gente possa chegar com o barco inteiro e depois de cruzar esse marco todos os velejadores têm direito a colocar um brinco na orelha esquerda. Depois que passa é um momento de mais tranquilidade”, explica a vele­jadora que concilia os desafios da Volvo Ocean Race com a pre­paração para as Olimpíadas de 2020.

Martine Grael, única brasileira na competição, espera com ansiedade a chegada ao porto de Itajaí - Divulgação / Rich Edwards/Volvo Ocean Race/ND
Martine Grael, única brasileira na competição, espera com ansiedade a chegada ao porto de Itajaí - Divulgação / Rich Edwards/Volvo Ocean Race/ND



Quando os veleiros cruza­rem o extremo sul do continen­te, as dificuldades no percurso diminuem. Na chegada em Itajaí, o alívio da terra firme, ganha força com a hospitali­dade. “É como se estivessem chegando num porto seguro. A cidade já mostrou nas edições anteriores que tem uma gran­de expectativa e recebeu com muita hospitalidade e carinho do povo, o que com certeza vai se repetir”, diz o prefeito de Ita­jaí, Volnei Morastoni. A expec­tativa é que a viagem entre a Nova Zelândia e o Brasil dure 20 dias.

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