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Veleiros da Volvo Ocean Race deixam Itajaí com destino a Newport

Após público de Itajaí atingir mais de 400 mil pessoas na Vila da Regata, embarcações seguem para a oitava etapa da competição

Redação ND
Itajaí
22/04/2018 às 19H24

A oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo (22) em Itajaí (SC). Os sete barcos da regata de Volta ao Mundo sobem o Oceano Atlântico com destino a Newport (Estados Unidos) para um percurso de 5.700 milhas náuticas ou 10 mil quilômetros.

Oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo em Itajaí - Pedro Martinez/Volvo Ocean Race/Divulgação/ND
Oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo em Itajaí - Pedro Martinez/Volvo Ocean Race/Divulgação/ND


''Será muito complicada a etapa. A costa brasileira tem às vezes ventos muito fracos e ventos terral e gradiente passando pelos Doldrums - que é área de convergência tropical - com vento muito fraco. Promete bastante disputa e acho que vai ser bem difícil com noites mal dormidas. Então, depois disso vamos ver como vai estar a disputa'', explicou Martine Grael.

''Depois da última perna com várias quebras, dificuldades e uma carga emocional muito grande, agora vai voltar um pouco mais para o normal com o foco na disputa, pois a última perna era mais focada na sobrevivência''.

Será a última vez que os barcos apontam para o norte, já que as próximas pernas são para a Europa -  Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race
Será a última vez que os barcos apontam para o norte, já que as próximas pernas são para a Europa -  Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race/Divulgação/ND


A prova terá mudanças de regime de vento e oferecerá opções às equipes. A disputa pela costa brasileira com vento contra, as correntes, a Linha do Equador, as calmarias dos Doldrums e as correntes do Golfo dos EUA estarão na telas dos navegadores. Será a última vez que os barcos apontam para o norte literalmente, já que as próximas pernas são para a Europa.

Antes de seguir rumo a Newport, os barcos fizeram um percurso entre bóias em Itajaí. Alguns nomes do esporte brasileiro fizeram a tradição do leg jumper e pularam do barco. Uma delas foi a parceira de Martine Grael no ouro olímpico da 49erFx, Kahena Kunze. ''Uma emoção muito grande ser a leg jumper. É muito legal ver o que a Martine faz a bordo de um barco de oceano, ela está indo muito bem. Queria ter continuado'', revelou Kahena Kunze.

No Dongfeng, quem fez o salto foi o paralímpico Flávio Reitz, representante brasileiro nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016. ''A vela é um esporte fascinante e pode ser disputada por pessoas com deficiência. Fiquei feliz por representar a cidade que moro a bordo do Dongfeng Race Team''.

Campeonato equilibrado

O disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada, com dois barcos praticamente empatados: Dongfeng Race Team com 46 pontos e MAPFRE com 45. A tabela segue com Team Brunel, com 36 pontos, e AkzoNobel, com 33.

Disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada -  Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race/Divulgação/ND
Disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada - Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race/Divulgação/ND


''Tem muita regata pelo caminho, muitos pontos a disputar. Mas vamos em busca do sonho de ser campeão da Volvo Ocean Race'', explicou Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team.

Mas os espanhóis do MAPFRE tiveram a melhor largada e abriram vantagem pequena neste domingo. Depois de perder a liderança, o time vermelho quer voltar ao posto que sustentava desde a segunda etapa.

Com problemas na etapa anterior, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu colocar o mastro a tempo de largar e está em modo regata. O SHK | Scallywag também largou mesmo com apenas 48 horas de preparação. A equipe homenageou seu tripulante John Fisher, que se perdeu no mar e não foi encontrado, em todas as ações em Itajaí.

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