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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Nova geração do basquete busca o título brasileiro

Garotos da seleção catarinense Sub-17 estão prontos para competição nacional, que será disputada em Florianópolis

Matheus Joffre
Florianópolis
Alexandro Albornoz/ND
Kênyo Nunes, técnico, e os jogadores da seleção catarinense Sub-17


Em fila, um a um, os jogadores vão arremessando as bolas da linha de três. Exaustos, depois de duas horas de treino puxado, a cesta custa a sair e o aro torna-se o grande vilão que os separa do merecido descanso. Os três últimos, como castigo, têm que correr 137 metros de acordo com as marcações da quadra.

Essa é a rotina de treinamento da seleção catarinense de basquete Sub-17 masculina, que do dia 20 a 26 de março disputa o Campeonato Brasileiro de Seleções, em Florianópolis. Na última quarta-feira, os garotos se apresentaram ao técnico Kênyo Nunes, e já iniciaram a preparação para o torneio. A estreia será contra a equipe de Pernambuco, às 20h30, no ginásio Rozendo Lima, no Instituto Estadual de Educação, onde serão realizados os jogos do Brasileiro.

Essa é a terceira vez que Kênyo assume o time catarinense. Em 2008, quando o campeonato ainda era dividido por regiões, o treinador levou à equipe ao vice-campeonato na etapa regional. No ano passado, já com o formato atual, todos contra todos, a seleção catarinense conseguiu sua melhor performance e, sob o comando de Kênyo, ficou em quarto lugar.

Mesmo com adversários como São Paulo e Minas no grupo, Kênyo espera usar a seu favor o fator casa e repetir o bom desempenho da última edição. “A pretensão é ficar entre os quatro como a gente ficou no ano passado. Agora temos a vantagem de jogar em casa e, além de contarmos com o apoio da torcida, a gente conhece bem a quadra, o aro, o que é bem importante”, afirmou o comandante da seleção catariense.

O treinador, que também é técnico da Associação Desportiva Instituto Estadual de Educação (Adiee), conhece bem alguns dos convocados. Cinco deles atuam com Kênyo no time de Florianópolis. Bernardo Rocha, Bernardo Soares, Wallace Roufino, Gustavo Brandão e Luciano Buger, irmão do Jordan Burger, da seleção brasileira, atuam pela Adiee. Outros são adversários conhecidos do Estadual. “Todos eles jogam bem em seus clubes. Agora temos que criar um padrão de jogo. Por enquanto, ainda estou vendo o que tenho nas mãos para depois bolar o esquema tático da equipe”, disse Kênyo, que treina a Adiee desde 2002.

Negócio de família

Da arquibancada, Edson Rocha, pai do armador Bernardo Rocha, acompanha o final do treino.  “Eu sempre gostei de esportes e incentivei o Bernardo. Fui campeão de basquete nos jogos internos do Instituto, mas não sou tão bom quanto ele”, disse Edson, que tem outro filho com chances de ser convocado para a seleção catarinense de basquete sub 15.

Bernardo, que já treinou futebol e jogou vôlei pela equipe da Unisul, acabou se identificando mais com o basquete. “Foi o esporte que eu comecei a treinar com mais afinco, com mais vontade, por isso o escolhi”, afirmou o jogador, que apesar do bom arremesso, teve que correr os 137m a mais depois do treino.

O armador Wallace Rufino chegou a atuar na base do Figueirense. “Esporte já é coisa de família, vem no sangue até o cara encontrar um que ele queira ficar”, disse o garoto, filho de um ex-jogador do Avaí na década de 80.

Associação oferece suporte para treinador

Apesar de Florianópolis não ter um time profissional de basquete para disputar a Liga Nacional, Kênyo sempre lutou para dar melhores condições para a base do esporte. “Por enquanto, ainda não temos estrutura, nem patrocínio forte para isso. Mas o objetivo principal é a formação do atleta”, disse Kênyo.

Em 2008, juntamente com outros amantes desse esporte e alguns pais de jogadores, o treinador criou a Associação Metroplitana Amigos do Basquete. A ideia era auxiliar o técnico em questões logísticas e financeiras, como correr atrás de patrociníos, cuidar da hospedagem e locomoção durante as viagens, para Kênyo ter mais tempo para se dedicar aos treinos. “A Associação surgiu para dar um apoio para o Kênyo, que teve uma época em que ele estava praticamente sozinho”, afirmou Edson Rocha, que faz parte do grupo.

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