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Publicação da Chapecoense conta história do acidente de forma lúdica com jogo no céu

Informativo mensal do clube traz matéria onde equipe é convocada por Deus para a realização de uma partida no céu

Matheus Joffre
Florianópolis
29/12/2016 às 11H09

Um mês após a queda do avião da Chapecoense, que deixou 71 mortos e seis feridos na Colômbia, a dor ainda não diminuiu. Nas ruas em Chapecó (ou em qualquer outra cidade do Brasil e do mundo), as pessoas ainda tentam entender o porquê do triste destino daquele time sensação, que iria disputar a primeira decisão internacional de seus 43 anos de história: a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. 

Em meio às explicações técnicas, como excesso de peso e, principalmente, a falta de combustível, a edição de dezembro da publicação mensal do clube traz uma explicação lúdica para a tragédia, onde jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas são convocados por Deus para uma partida no céu.

“A matéria de capa seria sobre nossa participação na Sul-Americana, só restava a dúvida se iríamos falar do título ou do vice-campeonato. Depois do que aconteceu ainda pensamos se iríamos realmente fazer o informativo, mas precisávamos acalentar nosso torcedor. E foi também uma forma de homenagear aqueles que morreram”, revelou a gerente de marketing do clube, Juliana Zonta.

Com o título “Era uma vez”, a história é narrada como se fosse um pai contando ao filho sobre o acidente - Chapecoense/Divulgação/ND
Com o título “Era uma vez”, a história é narrada como se fosse um pai contando ao filho sobre o acidente - Chapecoense/Divulgação/ND


Com o título “Era uma vez”, a história é narrada como se fosse um pai contando ao filho sobre o acidente. Sem fotos, os desenhos são do ilustrador Samicler, que tem um escola de desenho na cidade, e a ilustração de capa é do americano Omar. “Estava para acontecer um campeonato de futebol muito importante e decisivo num lugar que vai além de onde nosso olhos alcançam: o céu. Nesse lugar já havia vários atletas lendários, com currículo vasto de conquistas e participações em grandes finais. Deus, o responsável por convocar o time para o campeonato, no entanto, queria jogadores que fugissem do estrelismo. Ele estava de olho, há algum tempo, no time de uma cidade que estava vivendo um momento de êxtase. Eram modestos, mas cheios de ambições” diz a publicação.

Confira outros trechos do texto:

“Comissão técnica, diretoria, atletas, torcida! Aquele clube vivia uma sinergia tão precisa que era quase utópica. Havia, neste grupo, uma figura emblemática, que afirmava, sempre que as oportunidades surgiam, que “do roupeiro ao presidente, todos tinham a mesma importância”. Acho que por essa humildade e união, que saltavam aos olhos de qualquer um, esse time tinha tudo para ser escolhido. Além disso, os atletas jogavam como crianças que brincam. Tinham alegria nos pés e a bola era como uma amiga íntima”.

“O troféu que ergueram tinha um valor imensurável. Custou um preço alto, é verdade, mas rendeu muito mais do que se podia sonhar. O título conquistado foi capaz de mostrar ao mundo que rivalidades devem durar apenas 90 minutos. Serviu para promover a solidariedade, o amor, o carinho e a união. Sim, a união. Provavelmente o maior propósito de tudo isso”.

“E se antes de dormir, você prestar bastante atenção, vai ouvi-los no vestiário, batendo as portas dos armários e cantando o inesquecível ‘vamos, vamos Chape’. Estão comemorando. Felizes. Fazendo o que amam. ‘Do roupeiro ao presidente’”.

Os desenhos são do ilustrador Samicler - Chapecoense/Divulgação/ND
Os desenhos são do ilustrador Samicler - Chapecoense/Divulgação/ND



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