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Torcedores demonstram sua paixão por Avaí e Figueirense na semana do clássico

Jamira Furlani fotografa voluntariamente o Leão há dez anos, enquanto Fred sequer usa roupas azuis pelo fanatismo alvinegro

Diogo de Souza
Florianópolis
01/09/2018 às 11H20

Datas comemorativas servem, além da celebração, para traçar um paralelo: o tempo que passou frente ao que ainda está por vir. Neste sábado, dia 1º, o Avaí completa 95 anos de história. O presente para tamanha marca está no calendário da Série B, que reservou o clássico frente ao maior rival, o Figueirense, no exato dia em que “sopra velas”.

Jamira Furlani registra a história do Avaí pelas suas lentes há dez anos - Daniel Queiroz
Jamira Furlani registra a história do Avaí pelas suas lentes há dez anos - Daniel Queiroz

Tamanha raridade da coincidência é justificada na história: somente em 16 oportunidades o Leão passou por essa experiência sendo apenas uma, um amistoso há 30 anos, diante do Alvinegro.

Ainda que represente uma parcela ínfima de um clube quase centenário, um caso bem peculiar emula a paixão incondicional que só o futebol é capaz de registrar. Jamira Furlani, 42 anos, é torcedora, filha de avaianos e atua no clube por hobby, pelo puro prazer de mostrar o Leão da Ilha para o Brasil e para o mundo.“A imagem do clube vem da minha mão”, sintetizou todo o seu zelo pelo Leão a funcionária pública municipal que fotografa para o Avaí de maneira voluntária.

A presença em meio aos corredores da Ressacada, ao contrário da paixão pelo clube, chegou mais tarde. Jamira ingressou no Avaí em 2009, por intermédio da mãe, dona Nesi Brina Furlani, diretora social há 16 anos. “É uma paixão que vem de mãe para filha, a gente sempre ia nos jogos”, relembrou.

De 2009 para cá, ela, na condição de uma torcedora que trabalha para o clube do coração, fotografou sorrisos, voltas olímpicas, acessos o “créu” e um grupo de jogadores alvinegros de cuecas; andou de helicóptero com o ídolo Marquinhos e viu, de perto, ele vestido de Papai Noel.

Testemunhou também lágrimas, decepções e rebaixamentos. Junto das lembranças proferidas em palavras orgulhosas, ostenta um pesado acervo fotográfico publicado nos mais variados periódicos, além dos mais exóticos objetos.

Questionada sobre suas referências em quase dez anos no Sul da Ilha, Jamira citou o crescimento do clube, episódios pitorescos e a relação íntima com vários jogadores que vestiram o manto azurra. Um, no entanto, interferiu na sua rota de vida. “Outra coisa foi o que eu formei dentro do Avaí. As amizades em meio ao pessoal do trabalho, pessoal que curte minhas fotos e, junto com isso, arrumei um marido”, gargalhou.

Neste sábado, prevendo uma vitória magra “com gol aos 47 do segundo tempo”, Jamira, assim como torcedores de todo o Estado e do País, não sabe qual será o placar e quem vai sair vitorioso. Todos sabem, no entanto, que sorrindo ou chorando, serão retratados pelas mãos e lentes da professora.

Água no chope da festa avaiana, será?

Em meio à expectativa e todo o mistério que pairam sobre o clássico, existe uma nação inteira temerosa, porém, bastante esperançosa. Além da possibilidade de se reaproximar do G4 e se colocar mais uma vez na briga pelo acesso, os alvinegros “esfregam as mãos” com a chance de jogar “água no chope” da festa avaiana.

Fred é sócio do Figueirense desde que nasceu, em 1958 - Marco Santiago
Fred é sócio do Figueirense desde que nasceu, em 1958 - Marco Santiago

Toda essa expectativa foi personificada em Frederico Bavasso da Silva, 60 anos, empresário e “Manezinho” da Ilha. Fred, como é conhecido, é do tipo de torcedor que se recusa a usar roupas azuis ou próximas disso. “Só uso cinza, preta... Meus amigos e meus familiares já sabem, não podem me dar nada dessa outra cor aí que eu não vou usar”, assegurou Fred, que reluzia um button (objeto com conteúdo promocional de anexar a roupa) do Figueirense. “Uso ele para tudo, casamento, batizado, aniversário, tudo”, revelou, apontado para o pequeno distintivo do Figueirense no lado esquerto do peito.

Fred possui uma espécie de oficina, no Centro de Florianópolis, onde distribui água mineral. O empresário revelou ser sócio do Furacão desde o seu nascimento, em 1958.

Questionado sobre o jogo, não vê a hora de fazer o papel do convidado inconveniente e ainda ressaltou uma confiança acima do normal: “Acho que vai ser uns 4 a 0 para o Figueirense”, confiou.
Apesar do fanatismo, contou que “prefere” ver o Furacão “na pior” antes do clássico. A tradição costuma ser generosa para quem está enssa situação.

Disse, inclusive, que se afastou dos jogos no estádio. “Faz uns cinco anos que não vou mais aos jogos. O último que eu fui, parei na ambulância bem ruim do coração”, divertiu-se.

Elencou ainda a violência das torcidas e a preferência pela “tranquilidade” da sua casa e sua TV, onde garante não perder um só jogo. Por fim o Alvinegro ainda enumerou alguns “atalhos” para o time chegar na vitória. “Tem vários, mas o principal é o vestiário. Se o vestiário estiver em sintonia, pode ter certeza que a vitória vem”, projetou.

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