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Tensão, euforia e confiança: o desafio brasileiro na Copa visto do Mercado Público

Torcedores lotaram e coloriram o principal ponto de encontro de Florianópolis, para acompanhar o Brasil bater a Sérvia por 2 a 0 e carimbar seu passaporte às oitavas de final

Diogo de Souza
Florianópolis
27/06/2018 às 21H49

Fosse um desavisado que passasse pela região do Mercado Público, no Centro de Florianópolis, teria certamente suspeitado de que ali havia a comemoração pelo título máximo do futebol, a Copa do Mundo.

Se em termos de tabela, era “apenas” o último jogo da primeira fase, o clima em um dos mais – se não o principal – tradicionais pontos de encontro da cidade era de euforia, confiança e tensão. Milhares de pessoas se reuniram no local e corroboraram pra uma multidão em verde, amarelo e azul.

A união das pessoas, no entanto, não garantiu que não houvesse sofrimento. Letícia Tramontin Martins, 26 anos, natural de Criciúma e moradora de Florianópolis botou pra fora alguns dos sentimentos inerentes e a altura de um jogo de Copa do Mundo.

A engenheira, que é fã de Phillipe Coutinho, falou sobre a confiança no hexa e, no intervalo, cravou o placar final do jogo entre brasileiros e sérvios: “Eu torço para que o Brasil faça o maior número de gols possíveis e acredito que nós também não vamos tomar nenhum. Acredito em 2 a 0”, pressentiu a criciumense.

Letícia Tramontin (de azul): sofreu, torceu e vibrou com o Brasil no Mercado Público - Marco Santiago/ND
Letícia Tramontin (de azul, em pé): sofreu, torceu e vibrou com o Brasil no Mercado Público - Marco Santiago/ND


Questionada sobre a relação da crise política e econômica do País com o futebol, Letícia ainda sugeriu um viés, no mínimo, curioso. “Eu acredito que sim, que existem problemas e o País está passando por uma crise, mas nesse momento, a Copa não influencia na crise, não tem por que a gente não estar torcendo, apoiando, em clima de união. Acho até que deve ser um exemplo para se unir em outras causas. Se nos unimos na Copa, poderíamos nos unir em nome de causas políticas e sociais”, sugeriu a jovem identificada com as cores do País, do vestuário à pele.

A expectativa da Letícia, da torcida brasileira e do próprio Mercado Público, fica por conta do próximo desafio, agendado para 11h da próxima segunda-feira (2), contra o México.

“Eu não me lembro de ver o mercado assim, sinceramente, só espero que aumente conforme o Brasil vá passando de fase”, sorriu um garçom que pediu para não ser identificado.

Orgulho alvinegro

Aos 10’ de jogo, o lateral e jaraguense Filipe Luís ingressou em campo, na vaga do titular Marcelo, que teve que ser substituído em função de um desconforto na região lombar.

A entrada do único representante de Santa Catarina foi motivo de festa e orgulho em meio aos presentes. Mais ainda para o bancário Carlos Gevaerd, 52 anos, torcedor fanático pelo Figueirense, que confessou orgulho ao ver o atleta, cria do Figueirense, em campo pela seleção em meio a maior competição de futebol do planeta.

“Eu acompanho o Figueirense diariamente. Acompanho e gosto. Lembro como se fosse ontem do Filipe Luis no Furacão. Méritos a direção da equipe que foi buscar ainda jovem no Moleque Bom de Bola”, relembrou o bancário que revela preferência pelo apelido Geva e costuma ir ao mercado com amigos e familiares.

“Seremos campeões”, confiou logo após beijar sua esposa Adriana Fernandes, ao final do jogo.

Bancário Geva, orgulhoso por Felipe Luis e confiante no hexa - Marco Santiago/ND
Bancário Geva, orgulhoso por Felipe Luis e confiante no hexa, comemorando com sua esposa - Marco Santiago/ND



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