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Tenista número 1 do Brasil, Bia Haddad adota Florianópolis como novo lar

Jogadora voltou a treinar após a mudança para a Capital e depois de ser submetida a uma cirurgia na coluna

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
20/07/2018 às 20H40

Dez anos após a despedida de Gustavo Kuerten das quadras, Florianópolis está ganhando uma tenista disposta a dar alegrias para a torcida brasileira. Há três semanas, a paulistana Beatriz Haddad Maia, 22 anos, fixou residência na Capital catarinense em busca de qualidade de vida para reencontrar o jogo que a fez ocupar a 58ª posição do ranking mundial, a melhor colocação na carreira, obtida em setembro de 2017.

Bia Haddad treina em Florianópolis desde o mês de junho - Marco Santiago/ND
Bia Haddad treina em Florianópolis desde o mês de junho - Marco Santiago/ND


Bia, como é chamada, atualmente ocupa a posição de número 119 no ranking, pois se afastou dos torneios para realizar uma cirurgia de hérnia de disco, problema que fez a atleta terminar 2017 com muitas dores, apesar dos excelentes resultados. Recuperada, ela voltou aos treinos normais, orientada pelo técnico argentino German Gaich, um dos responsáveis por sua ascensão no ranking, e ainda tem o suporte do fisioterapeuta Paulo Roberto Cerutti (da Seleção Brasileira de Rúgbi) e do preparador físico Felipe Reis.

De acordo com a tenista, a decisão de morar em Floripa esteve muito ligada ao trabalho de Cerutti e Reis. "Fui atrás de uma equipe que fosse cuidar do meu corpo especificamente, além de buscar tranquilidade e estar numa cidade, com uma cultura diferente do que vivia em São Paulo e no Rio, para desacelerar, sair da loucura do tênis e respirar um pouco", explica a tenista que, aos 11 anos, já media 1m79cm e ainda hoje sente os efeitos físicos do crescimento precoce.

Torcida não faltará na “Ilha da Magia", como ela diz, se depender do ídolo máximo do tênis brasileiro, Gustavo Kuerten. "Eu sou fã da Bia desde a primeira vez que ela disputou a Copa Guga Kuerten e disse que queria ser que nem eu, a melhor do mundo", conta o tenista que foi número 1 por 43 semanas. Para Guga, ela só precisa ter uma sequência de dois a três anos no circuito da WTA, sem lesões, para colher os melhores resultados da carreira. "É um potencial enorme. Jogando em tempo integral, ela fica entre as 50 do mundo. Ela vive para o tênis e torço muito que essa decisão (de mudar para Florianópolis) dê certo", avisa Guga.

Conhecedor da carreira de Bia, Guga sabe que a mudança para Florianópolis está ligada às questões físicas da atleta. "Floripa é um lugar agradável, mas a maior atenção é da parte médica, para botar a carcaça em dia. Mas ela é uma pérola que traz uma perspectiva excelente para o futuro", define Guga.

Meta atual é estar saudável 

Até o final da temporada 2018, a tenista se prepara para disputar mais quatro torneios em quadras rápidas pela gira americana, entre eles o qualificatório para o US Open, torneio da série Grand Slam. Mas Bia não quer pensar em ranking neste momento. A prioridade é estar "saudável".

O primeiro torneio é da série Challenger, em Vancouver, no Canadá, a partir de 13 de agosto. Na sequência, Bia disputará o torneio qualificatório do US Open. Depois, vem mais um torneio da série Challenger, em Chicago, Estados Unidos, e termina o ano no piso rápido de Quebec, no Canadá.

“Minha meta é estar 100%. Sofri tanto com dor nos últimos meses que estarei feliz sem dor, cumprindo os objetivos estabelecidos pelo meu técnico. Uma destas metas, segundo o técnico German Gaich, é ser agressiva em quadra, comandando o jogo. “Este é o caminho que estamos seguindo. Era um bom momento para mudarmos e agora trabalharemos muito”, afirma German, que iniciou a parceria com Bia em março de 2017

Na Ilha, a tenista se acostuma à nova rotina. Os treinos em quadra de saibro, direcionado para a gira (série de torneios) europeia, serão realizados no LIC (Lagoa Iate Clube). Já os treinos em quadra rápida serão na FCT (Federação Catarinense de Tênis), na Agronômica. “Hoje, 90% do circuito é em quadra rápida, estão estarei muito por lá”, ressalta.  A parte física será feita em uma academia no Rio Tavares, bairro que ela escolheu para viver, sozinha. "Moro sozinha desde os 13 anos, seria difícil morar com alguém", revela a tenista, que saiu de casa no início da carreira para morar em Camboriú e treinar com Larri Passos, ex-técnico de Guga.

Evolução no ranking mundial da WTA

Ano  Simples Duplas

2017      65ª           106ª

2016      211ª         477ª

2015      198ª         121ª

2014      335ª         349ª

2013      288ª         361ª

2012      582ª         819ª

2011      746ª         714ª

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