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Surfistas de ondas gigantes aproveitam ressaca para prática do tow-in na Praia da Joaquina

Modalidade utiliza jet-skis para rebocar surfistas para além da rebentação; entrada de ciclone provocou ondas de até 5,5 metros na Joaca

Matheus Joffre
Florianópolis
12/08/2017 às 10H00

A entrada de um ciclone e de um sistema de alta pressão no Oceano Atlântico deixou o mar bastante agitado na região da Grande Florianópolis, nesta sexta-feira (11), e provocou ondas de até 5,5 metros na praia da Joaquina, no Leste da Ilha. Condições adversas para a maioria das pessoas normais, mas um desafio e tanto para os adeptos do tow-in, modalidade de surfe que utiliza jet-skis para levar os surfistas para além da rebentação.

Luis Roberto Formiga surfou 25 ondas gigantes nesta sexta-feira - Flávio Tin/ND
Luis Roberto Formiga surfou 25 ondas gigantes nesta sexta-feira - Flávio Tin/ND


Não era nem 7h quando o surfista de ondas gigantes Luis Roberto “Formiga”, 53, lenda de esportes radicais que mora há 17 anos na capital catarinense, pegava a primeira das 25 ondas do dia – todas entre 3,5 e 5,5 metros. “Foi um dia espetacular. A força da água era absurda. As ondas estavam quebrando muito distantes da praia. Foi um super desafio, porque a força da espuma parecia um tsunami. Foi um treino extramemente técnico e desgastante, comparado ao nível de dificuldade dos lugares com as maiores ondas do mundo, como Jaws e Maui, no Havaí, e Nazaré, em Portugal”, comparou.

Foram quase 11 horas de treinamento. Sempre com a ajuda de um parceiro, Formiga revezava entre a prancha e o jet-ski, que necessitava um grau de atenção ainda maior por se tratar da segurança de outra pessoa.  “É claro que é um esporte de risco, mas não é uma roleta russa. É muito treino. Tem todo o domínio da técnica e do equipamento. O desgaste mental é maior do que o físico porque quando estamos no jet-ski somos reponsáveis pela integridade da outra pessoa”, explicou.

Segundo o surfista, as condições do mar no fim de semana devem continuar próprias para a prática do tow-in. “Não vou largar o osso enquanto as ondas não baixarem”, garantiu Formiga, que teve um programa de esportes radicais por 19 anos na ESPN e recentemente lançou a série Planadores, no Canal Off. “Sempre fui chegado nessa coisa da adrenalina. Há 17 anos, saí de São Paulo e vim morar em Floripa por conta de toda essa ligação com a natureza. Não existe lugar melhor no Brasil”, concluiu a lenda do esporte, que recém-retomou a carreira como cirurgião dentista.

Trio sai de Criciúma de madrugada para surfar na Joaca

Samuel Silvestre Nuernderg, 21, saiu de Criciúma às 3h com mais dois amigos e dirigiu até o Leste da Ilha para aproveitar as ondas gigantes da Joaca. O mar agitado e e as condições adversas, a princípio, não eram o que os estudantes esperavam, mas o trio saiu satisfeito e esgotado com o dia de surfe.

Samuel e os amigos de Criciúma saíram de Criciúma para surfar na Joaca - Flávio Tin/ND
Samuel e os amigos de Criciúma saíram de Criciúma para surfar na Joaca - Flávio Tin/ND


“Esperávamos um mar um pouco mais liso, estava muito mexido, mas valeu a pena, conseguimos surfar umas ondas boas. Tinha umas dez duplas surfando, caras experientes como o Formiga. Nós estávamos em três e fomos revezando. Também tinha um monte de gente assistindo na praia, no costão. Foi um dia para entrar para a história. Agora é descansar que amanhã [sábado] tem mais”, afirmou Samuel, que mora em Laguna.

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