Publicidade
Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 19º C

Surfista catarinense Alejo Muniz vence na África do Sul e garante vaga no WCT 2016

"Foi uma semana incrível para mim e eu gostaria de agradecer a todos que vieram a praia hoje assistir o campeonato e quem torceu pra mim das suas casas pela internet", disse Alejo

Redação ND
Florianópolis

O catarinense Alejo Muniz, 25, garantiu 100% de vitórias brasileiras em etapas do QS 10000 esse ano e assumiu a liderança no ranking do Qualifying Series que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. Antes de Alejo conquistar o título do Ballito Pro na final com o australiano Davey Cathels, 24, neste domingo na África do Sul, Filipe Toledo, 20, tinha vencido a primeira de 10.000 em Trestles nos Estados Unidos e o também paulista Alex Ribeiro, 25, sido campeão do Quiksilver Pro Saquarema no Brasil. 

Divulgação/Kelly Cestari/WSL
Alejo comemora a classificação 

 

O catarinense ficou ainda mais feliz com a vitória quando soube que já atingiu o número de pontos necessários para garantir classificação para o WCT de 2016. Ele fez parte da elite dos top-34 por quatro anos até perder sua vaga no ano passado, mas já garantiu o retorno com os 10 mil pontos conquistados na África do Sul. "Isso é uma notícia incrível. É um sonho se tornando realidade, o de poder voltar a competir contra os melhores surfistas do mundo, contra os nossos ídolos. Tenho muito trabalho a fazer ainda, mas se estão dizendo que já estou garantido, eu acredito nisso e obrigado pela informação, pois não sabia".

Os brasileiros vinham se destacando desde as triagens disputadas no domingo passado, com os paulistas Robson Santos e Flavio Nakagima ganhando as duas vagas de convidados que faltavam para completar os 96 participantes do terceiro QS 10000 do ano. Depois o cearense Michael Rodrigues foi o recordista absoluto nos dois primeiros dias, já estreando com a primeira e única nota 10 do campeonato quando atingiu incríveis 19,20 pontos de 20 possíveis na segunda-feira em Bathers Beach. Seus aéreos também arrancaram as maiores notas na terça-feira. Depois o evento ficou parado por dois dias e retornou no sábado, quando o cearense acabou eliminado e quem brilhou foi o potiguar Italo Ferreira e o catarinense Alejo Muniz com as melhores performances do dia em Willard Beach.

Foi com a classificação para as quartas de final que Alejo Muniz garantiu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series e a única ameaça era Caio Ibelli, que poderia assumir a ponta se ganhasse o Ballito Pro. O paulista já havia vencido um duelo brasileiro com o potiguar Italo Ferreira pelas quartas de final, mas perdeu o confronto direto com o catarinense e permaneceu na terceira colocação que tinha alcançado com a sua passagem para o domingo. Além de Alejo e Caio, só mais um brasileiro figura no grupo dos dez surfistas que se classificam para o WCT após o QS 10000 da África do Sul, o paulista Alex Ribeiro em quinto lugar. 

"O terceiro lugar no ranking está ótimo para mim e vou continuar treinando forte para que eu possa me manter neste grupo dos primeiros colocados até o fim do ano", prometeu Caio Ibelli. "As ondas estavam boas hoje (domingo) e acho que minha primeira onda na bateria contra o Alejo (Muniz) poderia ter me levado até a final se eu não tivesse caído na manobra. Depois eu não consegui achar outras ondas tão boas para obter os pontos que precisava pra vencer, mas estou feliz pelo terceiro lugar no campeonato também e parabéns ao Alejo por mais uma vitória brasileira".

O cearense Michael Rodrigues tinha entrado no G-10 com suas vitórias nas duas primeiras fases, mas no domingo foi ultrapassado pelos australianos Davey Cathels e Mitch Coleborn, que disputaram a segunda semifinal. Ele caiu do décimo para o 12.o lugar e ficou na porta de entrada da zona de classificação para o WCT, logo abaixo do norte-americano Kolohe Andino que está fechando a lista no momento. Os próximos brasileiros são Filipe Toledo em 13.o e Italo Ferreira em 16.o, mas os dois estão garantindo suas permanências na elite dos top-34 entre os 22 primeiros colocados na divisão principal da World Surf League e dispensam as vagas pelo ranking de acesso, assim como o francês Jeremy Flores que liderava o WSL Qualifying Series até Alejo Muniz assumir a ponta na África do Sul.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade