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Surfe catarinense comemora ano de conquista inédita e elite mundial

Inédito Circuito e Brasileiro e entrada de dois surfistas ne elite fazem de 2010 o melhor ano da história do esporte

Rodrigo Lima
Florianópolis

Alexandro Albornoz/ND

Jacqueline Silva, manezinha da Barra, retorna para a elite

A conquista inédita para Santa Catarina do Circuito Brasileiro Profissional em 2010, com o joinvilense Jean da Silva, liderou uma série de bons resultados para o surfe catarinense neste ano. Além da afirmação de Jean como o melhor do país na modalidade, o Estado ainda comemora o retorno de Jacqueline Silva à elite mundial do surfe feminino, a chegada de Alejo Muniz ao WCT, a primeira divisão mundial, e a conquista da Divisão de Acesso – a segunda divisão nacional -, com Thomas Hermes. Além disso, Carlos Kxot foi campeão brasileiro Máster e Willian Cardoso foi campeão sul-americano da ASP South America.

Antes de vencer a segundona do surfe, Hermes havia conquistado o Circuito Catarinense Profissional. Com isso, disputará a primeira divisão no próximo ano, junto com outros sete catarinenses, entre eles o campeão Jean.

Enquanto comemora o melhor ano da história do surfe catarinense, o presidente da Fecasurf (Federação Catarinense de Surf), Fred Leite, prevê que, com a nova geração que começa a despontar, outras conquistas devem surgir no futuro. O segredo, segundo ele, está na base, o incentivo aos jovens atletas. O próprio Jean da Silva despontou vencendo campeonatos mirins e juvenis, nos anos 90.

Jean conquistou o Circuito Brasileiro competindo entre outros 64 surfistas profissionais. Em 2011, ele quer lutar pelo bi, enquanto sonha em chegar à elite mundial, posto que poucos brasileiros conseguiram alcançar. Para Leite, as conquistas são resultado do fortalecimento das competições estaduais, os circuitos amador e profissional catarinense.

A estrutura das competições que ocorrem em território catarinense também se iguala aos principais torneios pelo mundo. Área vip, água, alimentação, regras iguais, árbitros de nível mundial, tudo igual ao WCT das praias maias badaladas do planeta. O ingresso do Fundesporte, verba do governo do Estado para fomentar as competições como apoio aos eventos também contribuiu para essa evolução.

 Até arbitragem chegou à elite

 Outro fator que contribuiu para o sucesso dos catarinenses sobre as ondas foi a entrada de três árbitros catarinenses nos circuitos mundiais. Ícaro Cavalheiro, Luiz Antônio e Luli Pereira avaliam manobras pelo mundo afora, mas se mantêm atuando nas competições da Fecasurf, sempre que conseguem conciliar as datas. “Isso faz com que os atletas se mantenham atualizados com o que é exigido dos melhores do planeta”, explica Fred Leite, mostrando que os critérios de avaliação evoluem a cada ano. “Hoje, se dá mais valor a manobras inovadoras, e à qualidade dos movimentos, como o aéreo rodando, o Superman. E essas informações chegam rápido por aqui”, disse o presidente da Fecasurf.

O Circuito Catarinense Profissional começou a ser disputado em 1990, e desde 2001 não sofre interrupções. Nos últimos dez anos, os patrocinadores principais se mantiveram fiéis.

Nesse ambiente de estabilidade, o número de etapas do Estadual deve aumentar de seis para oito, em 2011. “Daqui pra frente, só temos a crescer cada vez mais”, completou Leite.

Jacque quer reconquistar o mundo

 De volta à elite entre as mulheres, Jacqueline Silva, 31 anos, sonha em retornar ao grupo das cinco melhores surfistas do mundo, onde ela já esteve em 2002, quando foi vice-campeã mundial. Depois de integrar a primeira divisão de 2001 a 2009, Jacque teve um ano ruim em 2009, quando caiu para a segundona. “Perdi meu patrocinador que me apoiou por 14 anos, fui pega de surpresa. Mas dei a volta por cima”, comemorou.

Até sua reestreia na elite, marcada para o final de fevereiro, na Austrália, ela quer dobrar a rotina de treinamentos na Barra da Lagoa, onde mora, e na Praia Mole, em Florianópolis. São quatro horas por dia, reforçando o que já sabe e aprendendo novas manobras. “O surfe vem se desenvolvendo, a cada ano a exigência é maior. Hoje, se manobra na parte mais crítica da onda”, explica.

Depois de chegar às finais na etapa do Havaí, em novembro, o que lhe garantiu o retorno à elite para 2011, Jacque não para de gravar entrevistas para emissoras de todo o país. Nesta semana, recebeu até um convite para apresentar um programa de TV a cabo. “Estou de novo na mídia. Só falta um novo patrocínio”, disse.

Ela começou a surfar ali mesmo na Barra, com 9 anos, junto com o irmão Leandro. Desde então, conheceu ondas de 20 países e venceu duas etapas do Mundial. Depois de perder seu maior patrocinador no ano passado, ela teve uma chance de recomeçar em agosto, quando ganhou o apoio do Fundesporte que, junto com a Star Point, vai ajudá-la a reconquistar o mundo. “Quero competir até os 40 anos. Nem penso em parar. Na verdade, estou apenas começando”, brinca.

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