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Skate: diferença em prêmio para homem e mulher em torneio em SC gera polêmica

Vencedor de categoria masculina do Oi Park Jam recebeu R$ 12 mil a mais que campeã feminina

Redação ND
Florianópolis
30/01/2018 às 16H26
Foto dos vencedores Yndiara Asp e Pedro Barros viralizou nas redes sociais - Oi Park Jam/Facebook/Divulgação
Foto dos vencedores Yndiara Asp e Pedro Barros viralizou nas redes sociais - Oi Park Jam/Facebook/Divulgação


Uma fotografia registrando os dois vencedores do torneio de skate Oi Park Jam, cuja final ocorreu em Itajaí no domingo (28), reacendeu nas redes sociais uma velha polêmica: a disparidade no valor das premiações em categorias masculinas e femininas no esporte.

Na imagem, compartilhada nas redes sociais do campeonato, aparece no pódio Pedro Barros com um cheque de R$ 17 mil, enquanto Yndiara Asp exibe seu prêmio de R$ 5mil. Em poucos minutos, a foto viralizou com fortes críticas sobre a diferença de R$ 12 mil.

“A inserção masculina no skate é anterior à feminina inclusive por questões como o machismo. Como a Oi declara estar aberta à questão, por favor avancem logo! Não é questão de equilíbrio, e sim de igualdade! Esse argumento é o mesmo que alguns utilizam para pagar menos as mulheres que chegaram ao mercado de trabalho posteriormente, pois estavam realizando a jornada de trabalho doméstico. A Oi paga salários diferenciados para homens e mulheres?”, comentou a internauta Elisangela Costa.

Esta foi a primeira vez que mulheres disputaram no Oi Park Jam. Além de Yndiara Asp, melhor brasileira no ranking mundial, também participaram a campeã brasileira e pan-americana Dora Varella, a tetracampeã mundial de Vert, Karen Jonz, e a campeã mundial amadora Letícia Gonçalves.

“É como comparar doutorados com estagiários

Após a polêmica, a organização do torneio publicou uma nota em que afirma que a diferença nos valores se deve à “participação qualitativa e quantitativa de skatistas profissionais”.

“O número de praticantes de skate ainda é diferente entre os gêneros e o Oi Park Jam reflete essa realidade, com 23 homens (22 profissionais e entre os mais bem colocados no ranking mundial e 1 amador) e apenas 10 mulheres (em sua maioria amadoras) competindo. As premiações levaram em conta, portanto, a participação qualitativa e quantitativa de skatistas profissionais, que por consequência leva a um maior grau de dificuldade para se chegar às primeiras colocações”, diz o comunicado.

:: Oi Park Jam agita Praia Brava, em Itajaí (SC) e pela primeira tem mulheres na disputa

Organizador do Oi Park Jam e pai do campeão Pedro Barros, o empresário André Barros também comentou a polêmica em suas redes sociais. Ele afirma que acredita na luta pela igualdade, mas que ela é “usada como clichê pela maioria”.

“Nesse campeonato, foram feitas duas competições paralelas, uma profissional masculina, em que o critério de seleção super rigoroso dentro de um ranking mundial tem, em média de custo para o competidor, mais de R$ 60 mil para tentar entrar nessa seletiva. A outra foi categoria open feminina, com critério de escolha apenas pelo circuito brasileiro amador, com convidadas especiais de profissionais. Em poucas palavras, seria como comparar doutorados com estagiários (enfatizo a exceção de algumas skatistas convidadas)”, disse André.

Nota na íntegra da Oi Park Jam

Temos recebido alguns questionamentos sobre a diferença de premiação do Oi Park Jam, realizado no último domingo, e entendemos que este é um debate importante para o desenvolvimento do skate no universo feminino.

O número de praticantes de skate ainda é diferente entre os gêneros e o Oi Park Jam reflete essa realidade, com 23 homens (22 profissionais e entre os mais bem colocados no ranking mundial e 1 amador) e apenas 10 mulheres (em sua maioria amadoras) competindo. As premiações levaram em conta, portanto, a participação qualitativa e quantitativa de skatistas profissionais, que por consequência leva a um maior grau de dificuldade para se chegar às primeiras colocações.

Para mudar esse quadro, nos esforçamos para garantir que as mulheres tivessem a oportunidade, inédita, de competirem num evento de skate com visibilidade nacional e relevância internacional.

O Oi Park Jam tem como premissa estimular a popularização do skate e o aumento da participação das mulheres nessa cena, historicamente masculina. Temos ainda a intenção de, através do estímulo ao skate feminino, quebrar mais barreiras e preconceitos para, em um futuro próximo, conquistar o objetivo de ter o mesmo número de homens e mulheres praticantes, profissionais e amadores, o que levará, naturalmente, à equivalência nas premiações. Estamos comprometidos com o debate sobre igualdade de gênero e vamos continuar nos esforçando para a inserção da mulher no skate em igualdade de gênero.

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