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Sem problema de idioma, Florianópolis recebe clínica de ginástica rítmica com búlgaras top

Evento começa nesta quarta-feira e vai até sábado no Instituto Estadual de Educação e traz ex-atleta da seleção da Bulgária

Matheus Joffre
Florianópolis
06/03/2017 às 19H21

“Edin, dva, tri”. Ninguém mais estranha quando se contam de um a três em búlgaro no tablado de ginástica rítmica da Adiee/Udesc. Após receber a seleção da Bulgária durante a aclimatação para a Olimpíada do Rio de Janeiro, a equipe de Florianópolis promoverá uma clínica internacional entre quarta-feira (8) e sábado com grandes nomes do país balcânico, campeão mundial em 2014 e vice em 2015.  

Marieta Dukova, técnica do CSKA, um dos principais clubes da Bulgári - marco Santiago
Marieta Dukova, técnica do CSKA, um dos principais clubes da Bulgári - marco Santiago

Entre eles Marieta Dukova, técnica do CSKA – um dos principais clubes da Bulgária – e da vice-campeã mundial e finalista olímpica Simona Peycheva; a ex-ginasta da seleção búlgara Sara Sataykova, que participou do último ciclo olímpico; a professora de ballet Rosalina Ivanova, que trabalha com as seleções da Itália e da Espanha; e Giurga Nedialkova, ex-técnica da seleção brasileira e que hoje presta consultoria aos melhores clubes do mundo.

Apesar de Marieta não falar uma palavra em português ou em qualquer outra língua que não seja o búlgaro, o idioma não é um problema. “O idioma não atrapalha em nada na ginástica rítmica porque tudo, todos os movimentos podem ser explicados pela linguagem corporal”, afirmou Giurga em bom português.

Ex-ginasta da seleção búlgara Sara Sataykova, que participou do último ciclo olímpico - Marco Santiago
Ex-ginasta da seleção búlgara Sara Sataykova, que participou do último ciclo olímpico - Marco Santiago



Giurga foi a precursora na relação de Florianópolis com a ginástica rítmica da Bulgária. Em 2008, ela veio pela primeira vez à capital catarinense para dar uma palestra a convite da técnica da Adiee/Udesc Maria Helena Kraeski. Desde então, a búlgara – que auxiliou a seleção brasileira no Mundial de Sarajevo, na Bósnia Herzegovina, em 1989, e chegou a comandar a equipe verde e amarela entre 2009 e 2010 – vem uma ou duas vezes por ano a Floripa para ministrar clínicas e cursos. “O Brasil é muito rico em crianças talentosas, mas poucas técnicas querem aprender e seguir a linha búlgara. A Maria Helena gosta do nosso trabalho, aplica corretamente e já está colhendo os resultados. Ela sempre teve atletas na seleção brasileira, mas em 2009 tinha três das cinco ginastas”, contou a técnica, que também trabalhou com Natália Gaudio, representante do Brasil nos Jogos do Rio. “Minha ajuda agora é mais como orientadora. A parte prática elas já aprenderam. Mas como o nosso código de regras muda a cada quatro anos, a cada ciclo olímpico, eu as ajudo a se atualizar”, explicou.

Parceria já rendeu frutos

A relação Brasil-Bulgária é uma via de mão dupla. Diversas brasileiras viajaram para um período de treinamento no país dos Balcãs nos últimos anos. A própria Maria Helena recém retornou de lá de uma clínica internacional de arbitragem.

Maria Helena assumiu a coordenadoria da ginástica rítmica da Adiee/Udesc, em 1991, e, desde então, foram muitos os avanços. Além do crescimento técnico, hoje, o IEE (instituto Estadual de Educação) é referência na modalidade e virou Centro Regional de Treinamento em 2015. “A gente tem conseguido organizar nossa escola de ginástica rítmica. Hoje, temos uma linha de trabalho e seguimos a filosofia búlgara. Temos a sorte de ter a Giurga do nosso lado, que, além de grande amiga, é uma referência na ginástica rítmica”, ressaltou.

O resultado são várias ginastas com passagem pela seleção brasileira, como Luísa Matusou – manezinha dona de seis medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos – e diversos títulos nacionais. No ano passado, o juvenil foi campeão brasileiro geral no conjunto e o adulto ficou com o título nacional na prova de corda e bola. No fim do mês, três atletas participarão da seletiva para compor o conjunto do próximo ciclo olímpico. “Além do crescimento técnico, também tem a parte cultural. Todo ano temos ginastas que vão de intercâmbio para a Bulgária e várias dessas meninas jamais teriam condições de viajar para fora se não fosse pela ginástica”, destacou Maria Helena.

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