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Sem dinheiro, Floripa Futsal pode ficar de fora do Campeonato Catarinense em 2018

Diretoria do clube tem até sexta-feira para levantar R$ 100 mil e viabilizar a presença do time da Divisão Especial

Diogo Maçaneiro, especial para o Notícias do Dia
Florianópolis
19/02/2018 às 19H32

O Floripa Futsal vive uma crise sem precedentes na sua história. O time corre o risco real de não disputar o Campeonato Catarinense da Divisão Especial e a Copa Santa Catarina em 2018. Falta dinheiro para a montagem do elenco. Na sexta-feira passada (16) foi realizado o congresso técnico do Estadual e o time de Florianópolis não confirmou sua presença, pedindo um prazo de mais uma semana – a vencer neste dia 23 – para dar a resposta final.

Battistotti (à dir.) e Moreira querem colocar o Floripa de volta na Liga Futsal em 2018 - Daniel Queiroz/ND
Battistotti (à dir.) e Moreira em coletiva de lançamento da parceria entre Floripa Futsal e Avaí, em 2017 - Daniel Queiroz/ND



Antecipando-se a qualquer cenário, os clubes participantes aceitaram a inclusão da equipe de São Francisco do Sul, do Norte do Estado. Com isso a competição pode ter dez ou 11 equipes.

Atualmente o Floripa mantém uma parceria com o Avaí, cujo contrato está em vigência até o fim de 2018. Nele estão previstos auxílio logístico, material esportivo e um aporte financeiro, mas valor é mantido em sigilo entre as partes. Para participar do Estadual, Valci Moreira, presidente do Floripa, precisa levantar pelo menos R$ 100 mil. “Estamos em busca de um patrocinador. Um parceiro que viabilize nossa presença no Estadual até sexta-feira [23]”, explicou.

Se não participar do campeonato, o Floripa terá de se licenciar na Federação Catarinense de Futebol de Salão, sem ônus. Caso se habilite em 2019 para retornar, poderá se inscrever, mas a medida só vale por, no máximo, cinco anos.

Moreira deseja marcar um encontro com o presidente do Avaí Francisco Battistotti para alinhavar o acordo para esta temporada, mesmo que o contrato não tenha sofrido alterações. Por meio da assessoria de imprensa, o Leão confirmou que o acerto entre as partes segue o mesmo do ano passado, sem alterações para 2018.

Em 2017, o Floripa Futsal abriu mão de disputar a Liga Nacional e a Taça Brasil, mas a ausência numa competição no quintal de casa pode ser ainda mais prejudicial para a imagem do clube, mas Moreira segue confiante. “Ano passado montamos uma equipe com um orçamento de R$150 mil. Esse ano vamos buscar nos organizar bem e voltar para a Liga [Nacional] em 2019”, explica. Caso levante o dinheiro necessário, outro obstáculo paira na cabeça do dirigente. Montar o elenco com atletas basicamente de Florianópolis e região para uma competição prevista para começar em março. “Hoje estamos zerados”, afirma.

Dívida na casa dos R$ 600 mil

Ainda segundo Moreira, o Floripa ainda precisa quitar uma dívida de R$ 600 mil referente à temporada de 2016, quando a agremiação disputou pela última vez a Liga Nacional. De acordo com o dirigente, o Governo do Estado havia se comprometido em ajudar o clube com esse valor, mas que as cifras jamais caíram na conta da entidade.

“Acabamos antecipando gastos contando com essa ajuda, que não veio”, garante. O dirigente não soube detalhar quem são os credores, mas ficaram pendências nos alugéis de apartamentos dos atletas, além de alimentação, por exemplo.

Procurado, o presidente da Fesporte Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho, diz não haver qualquer contrato ou projeto oficial que trate de um repasse da entidade ao Floripa Futsal. “Eu nem poderia repassar um valor direto ao clube, pois há um impedimento legal. A lei 13.019 impede isso. Para ajudar o Floripa eu teria que fazer um chamamento público no qual qualquer entidade esportiva poderia pleitear a verba”, explica.

Para ele, o que pode ter havido foi uma promessa não cumprida. “Agora, se algum dirigente ou político na época [ele não era o presidente da entidade em 2016] prometeu o valor e não cumpriu eu não posso dizer. O que eu garanto é que não há nada oficializado. Se houvesse teria de ser pago”, explicou.

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