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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Seleção de ginástica rítmica da Bulgária se prepara para a Olimpíada em Florianópolis

Atual campeã do mundo, equipe búlgara treina no ginásio Rozendo Lima

Daniel Silva
Florianópolis

Durante 12 dias, a língua mais falada no ginásio Rozendo Lima será a búlgara. Isso por que a seleção de ginástica rítmica escolheu Florianópolis para treinar antes dos Jogos Olímpicos. A delegação europeia permanece na Capital até 15 de agosto. São seis atletas, quatro técnicos, médico, coreógrafo, massagista, psicólogo, dirigentes, entre outros integrantes da equipe, que trouxe 20 pessoas ao Brasil.

A coreografia que será apresentada na Olimpíada poderá ser vista pelo público em primeira mão no dia 13, às 17h, em evento organizado pela Adiee (Associação Desportiva do Instituto Estadual de Educação) no próprio ginásio. A entrada será um quilo de alimento não perecível.

Marco Santiago/ND
Seleção da bulgária é a atual campeã mundial


A presidente da Federação Búlgara de Ginástica Rítmica, Iliana Raeva, 53, elogiou a estrutura oferecida e acredita que a seleção, atual campeã mundial, pode retornar para casa com o ouro. Segundo a dirigente, que fez parte da geração conhecida por “Garotas de Ouro da Bulgária”, também campeã do mundo, em 1979, em Londres, na Inglaterra, são seis equipes disputando as três medalhas.

“Estou contente com o carinho que nos esperavam aqui. Temos tudo o que precisamos para treinar. Além da Bulgária, Rússia, Belarus, Israel, Itália e Espanha são favoritas. O Japão tem uma equipe muito boa também. Esperamos uma competição muito dura. As ginastas da Bulgária acreditam muito em si mesmas, nas suas possibilidades. Nossa história é magnífica”, comentou Iliana. 

Para a técnica de ginástica rítmica da Adiee, Maria Helena Kraeski, poder conviver com as melhores do mundo é a realização de um sonho e só foi possível por conta da sua amizade coma ex-técnica da seleção brasileira Giurga Takova Nedialkova.

“As nossas meninas estão tendo a oportunidade de ver como é o treino delas. A Ina (técnica) já esteve aqui e trabalhou 15 dias conosco. Já existe certa relação com a nossa equipe. Em termos de crescimento técnico é muito importante para nós”, disse a treinadora, que atuará como voluntária na competição de ginástica rítmica na Rio 2016. 

Brasil está muito longe dos primeiros, diz treinadora

A primeira vez de Giurga, 71 anos, no Brasil, foi em 1989, quando foi contratada do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para auxiliar a seleção no Mundial de Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina. Responsável pela descoberta de Luisa Matsuo, que tem seis medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, a búlgara presta consultoria a clubes e conheceu Maria Helena em 2006.

“Faço cursos, ensino, monto as séries. No Brasil as técnicas são professoras de educação física e nós, na Bulgária, somos formadas. Sou mestre da ginástica rítmica, tenho quatro livros publicados aqui para ajudar as treinadoras”, afirmou em bom português. 

Marco Santiago/ND
Giurga foi técnica da seleção brasileira entre 2009 e 2010


Técnica da seleção brasileira entre 2009 e 2010, Giurga entregou o cargo por dois motivos: a distância da família, que ficou na Bulgária, e a falta de disciplina. Para a mestre na ginástica rítmica, o Brasil está muito longe dos primeiros.

“Trabalhei um ano. O meu marido não queria ficar aqui. Para ser bem justa, ainda está longe. Não falta apoio. O povo brasileiro gosta muito de festa. Na Bulgária elas descansam no ano novo, na páscoa e no feriado nacional. Não é puxado, é profissional. Disciplina é tudo no alto rendimento”, avaliou.

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