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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Rubens Barrichello terá a companhia do filho Eduardo nas 500 Milhas Beto Carrero

Piloto da Stock Car fez seu primeiro treino na quinta-feira

Matheus Joffre
Florianópolis
Eduardo Valente/ND
Barriechello orienta o filho Eduardo (à esq.) antes do treino

 

Debruçado sobre a grade que separa a pista dos boxes, Rubens Barrichello, 43, não desgruda os olhos do kart 191. Nele está seu filho mais velho, Eduardo, de 11 anos, que estreou no automobilismo este ano e competirá na categoria Mini Max Rotax na 17ª edição das 500 Milhas de Kart, sábado, no parque Beto Carrero, em Penha.  

Rubinho fala de Dudu com um brilho no olhar. Pai coruja confesso, o piloto acompanha o início da carreira do filho de perto. “É um orgulho muito grande. Deus me deu o dom de guiar, mas, honestamente, a coisa que eu mais gosto nesta vida, a qual eu mais me aplico, é ser pai. Está sendo muito gratificante vê-lo correr”, confessou.

O carinho é recíproco e Eduardo vê no pai um exemplo a ser seguido. “Eu sempre brinquei desde moleque. Dei uma parada um tempo, mas comecei a competir pra valer este ano. Meu pai me ajuda muito, me diz o que dá para melhorar, me incentiva bastante. Sem falar que ele é um exemplo. Tenho muito orgulho dele”, afirmou.

Quem cuida da carreira de Eduardo é o mesmo técnico que iniciou Barrichello no kartismo na década de 80, Renato Russo. “Eu até o ajudei bastante no início, mas a distância entre pai e técnico é enorme. Aquilo estava virando uma obrigação e senti que estava desgastando nossa relação. Então, decidi me afastar um pouco. Agora ainda dou um ou outro conselho, mas sou só mais um pai torcendo pelo filho”, contou.

O caçula Fernando, de seis anos, também já deu as primeiras voltinhas de kart e deve chegar ao Parque hoje, acompanhado da mãe Silvana – esposa de Rubens há 16 anos. “Eles vêm todos os anos. Adoram vir aqui. Enquanto eu corro, eles podem se divertir no parque, que é sensacional. E este ano, além de mim, também vão poder torcer pelo Dudu”, ressaltou.

Depois de 19 anos de Fórmula 1 e mais um ano de Indy, um dos motivos que fez Barrichello voltar ao Brasil e correr na Stock Car foi a família. “Agora tenho mais tempo para passar com eles”, revelou o piloto, que confirmou que continuará na Stock em 2014 e descartou um retorno à F-1 na próxima temporada.


Bia Figueiredo celebra 20 anos de carreira no Parque

Completar 20 anos de carreira em qualquer profissão já é motivo de orgulho. Mas completar 20 anos em uma área onde a ampla maioria são homens, como no automobilismo, é uma vitória ainda maior. Bia Figueiredo, 28, passou por cima do preconceito no início da carreira, estreou na Fórmula Indy em 2010 e comemora duas décadas de pistas e alta velocidade.

Há três anos na Indy, hoje, Bia é uma das pilotas mais respeitadas no automobilismo. Mas nem sempre foi assim. A paulistana conta que sofreu preconceito por ser mulher no começo da carreira e que ouviu muitos nãos por conta disso. “Foi uma época bem complicada. Quando eu comecei o preconceito ainda era muito forte. Foi uma luta dura, mas que me fortaleceu muito também, como piloto e como mulher”, revelou.

Vigésima nona colocada com 72 pontos na temporada, Bia realizou uma série de comemorações durante o ano, mas a participação nas 500 Milhas de Kart será especial. “Foram várias celebrações o ano todo. E aqui nas 500 Milhas não vai ser diferente. Faço parte do time do Rubens [Barrichello] e do Tony [Kanaan] e vou correr também com a equipe de atores. Vai ser uma grande festa e quem sabe meu presente não seja o pódio”, projetou.

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