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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Renato Felizardo, ex-jogador da Cimed, tem projeto para refundar time de vôlei em Florianópolis

Conversas com possível investidor já começaram, mas ainda falta apoio da prefeitura

Daniel Silva
Florianópolis

O central Renato Felizardo foi contratado um ano antes da parceria da Cimed com Florianópolis acabar, em abril de 2012. O ex-jogador atuou pela equipe de vôlei da Capital até 2013, quando o clube encerrou as suas atividades. Mesmo sem integrar o elenco nos quatro títulos da Superliga (2006 a 2010), Felizardo busca apoio para formar um novo time na cidade.

De projeto em mãos e um investidor alinhavado, o dirigente quer apresentar a proposta para o prefeito Cesar Souza Júnior. A reunião preliminar aconteceu nesta segunda-feira, com o vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão. 

Joyce Reinert/ND
Renato Felizardo jogou três temporadas por Florianópolis


Presidente de um instituto que ensina voleibol a cerca de 40 crianças no Procasa e em Coqueiros, com outro núcleo prestes a ser instalado em Palhoça, verba que sai do seu próprio bolso, Felizardo sabe que para se concretizar um projeto deste nível leva tempo, mas a possibilidade de Florianópolis voltar a ter uma grande equipe o permite sonhar.

“A ideia é massificar o voleibol em Florianópolis, mas tem todo um processo. Investimento no mercado, em moeda corrente mesmo, está difícil, não só para o voleibol. Precisamos buscar parcerias. Não temos nada de concreto, só a possibilidade de ter um patrocinador”, afirmou. 

Segundo Felizardo, as cifras para montar toda uma estrutura que envolva equipes de alto rendimento, além das categorias de base, giram em torno de R$ 300 mil até R$ 800 mil por temporada. O Capoeirão, palco das maiores conquistas do voleibol da Capital, também seria utilizado, mas o ginásio precisa de uma reforma.

“Tem de tudo na Superliga, quem joga com R$ 500 mil, até times de R$ 4 milhões. Teríamos que jogar a Superliga B primeiro, então o investimento seria menor, só com atletas de Florianópolis”, explicou. 

“Ganha-ganha” 

Felizardo e o possível patrocinador foram recebidos pelo vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão, que se mostrou bastante animado com o projeto. A parceria, de acordo com o legislador, seguiria os moldes da época da Cimed.

“A prefeitura tinha em medicamentos, na época, o valor que investia no esporte. Dava R$ 800 mil para o time, se não me engano, e a Cimed devolvia em mercadoria. Era um ganha-ganha, um negócio social interessante que pode ser replicado. Estamos tentando construir algo diferente, mas precisamos do prefeito”, informou. 

O primeiro contato de Pedrão com o ex-jogador aconteceu há dois anos, por conta da instituição que Felizardo preside, a Asessu (Associação para o Desenvolvimento do Esporte, Saúde e Sustentabilidade). A reunião deixou boa impressão em ambos.

“Ele tem um projeto social que está engatinhando e estamos tentando resgatar. Ele postou nas redes sociais esses dias falando do projeto do time e tinham críticas aos políticos de Florianópolis, que não faziam nada pelo vôlei, comentei e começamos a conversar. Queremos elaborar o projeto em conjunto com o prefeito”, concluiu.

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