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Razões para acreditar (ou não) que Milton Cruz deve ficar à frente do Figueirense

Prestes a completar um ano como técnico do time, ele parece viver seu momento de maior instabilidade

Diogo de Souza
Florianópolis
10/07/2018 às 22H38

Prestes a completar um ano à frente do Figueirense, o técnico Milton Cruz parece viver seu momento de maior instabilidade desde o seu desem­barque em Florianópolis. Depois da derrota para o Oeste, em casa, por 2 a 1, o Furacão chegou ao quarto jogo sem vitória e precisa ligar o secador contra os demais adversários para que, além de não ser (mais) ultrapassa­do, não ficar muito distante do pelotão dos quatro primeiros.

Milton Cruz lamentou derrota para América-MG, mas confia em resultados positivos fora - Luiz Henrique/Figueirense FC
Milton Cruz está à frente do Figueirense há quase um ano - Luiz Henrique/Figueirense FC


O prazo de validade de um técnico de futebol, no Brasil, é volátil. O próprio Figueirense, em 2017, teve, antes de Milton Cruz, outros três nomes na casamata do clube. Natural de Cubatão (SP), o paulista tem 60 anos e recentemente fechou 11 meses de vínculo com o Fura­cão. Apesar dos quase 60% de aproveitamento, Milton parece estar vivendo o ponto mais baixo desde que foi anunciado no bairro do Estreito, dia 7 de agosto de 2017.

Na noite desta segunda-feira (9) o comandante foi eleito pelos tor­cedores – junto com o presidente Cláudio Vernalha, - o principal vilão pelo momento de recente queda na tabela de classificação.

Apesar de quatro desfalques por lesão, Milton fez duas escolhas por ordem técnica que, na prá­tica, sucumbiram. O lateral-direito Raul, que fez sua última partida oficial contra a Chapeco­ense no campeonato estadual, foi a campo e esteve abaixo da crítica. O atacante Henan, que embora não tenha sido acionado, não contribuiu e afundou juntamente com todo setor ofensivo da equipe.

Mas afinal de contas, o torcedor al­vinegro quer ou não quer a permanên­cia de Milton Cruz. A reportagem no ND listou quatro motivos favoráveis e quatro desfavoráveis para a manutenção do téc­nico em nome do acesso à elite do futebol nacional ao final do ano.

Milton Cruz deve ficar pelo bairro do Estreito:

  1. Em um mercado incerto e instável, a marca atual do técnico pode render frutos. Paralelo a isso o mercado não oferece, no momento, um nome incontestável e de “lotar aeroporto”.
  2. Milton Cruz acerta e erra, como qualquer profissional. Mas também é verdade que sofre em um momento que a equipe padece de reposições a altura de Betinho e Jorge Henrique, dois dos melhores do time no 1º semestre;
  3. Campeão estadual, se adaptou a cidade, ao clube e, mais que ninguém, conhece o elenco. Vinda de outro profissional acarretaria em tempo para adequação e necessidade de ir ao mercado de transferências.
  4. Os números: são 57 jogos, 28 vitórias, 17 empates e 12 derrotas; são 74 gols a favor e outros 56 contra. O aproveitamento é alto: 59%.

Milton Cruz não deve ficar no bairro Estreito:

  1. Justificativas para os tropeços estão manjadas, assim como sua ideia de jogo. Marasmo da equipe em alguns momentos pode ser reflexo de um desgaste.
  2. Incertezas e incoerências. Passaram-se sete meses do ano e o técnico ainda não definiu o dono da camisa nove. Resultado: dois centroavantes com longos jejuns.
  3. Troca de técnico. Ainda que uma fórmula comprovadamente fracassada, a troca da comissão técnica reoxigena ambientes e pode dar novo gás.
  4. Perdeu o apoio do torcedor que vibrou muito com a taça do estadual, mas, definitivamente, parece ter cansado de suas ideias e os tropeços dentro do estádio Orlando Scarpelli.
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