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Profissionais de Florianópolis, mortos na tragédia da Chape, são homenageados na Capital

Cinco jornalistas da RBS foram homenageados na Catedral Metropolitana

Matheus Joffre
Florianópolis
03/12/2016 às 16H44

Antes mesmo do primeiro avião da FAB (Força Aérea Brasileira) pousar em Chapecó, às 9h a Catedral de Florianópolis recebia os corpos dos cinco jornalistas da RBS que acompanhavam a delegação da Chapecoense e que morreram no acidente aéreo que vitimou 71 pessoas na madrugada de terça-feira, na Colômbia. Ao som das badaladas, uma a uma, as urnas funerárias de André Luiz Goulart Podiacki, Bruno Mauri da Silva, Djalma Araujo Neto, Giovane Klein Victória e Laion Machado de Espíndula foram levadas escadaria acima.

Catedral Metropolitana ficou lotada neste sábado - Flávio Tin/ND
Catedral Metropolitana ficou lotada neste sábado - Flávio Tin/ND



Após uma cerimônia privada para familiares, de aproximadamente uma hora, os portões da Catedral foram abertos ao público. Lá dentro, depoimentos emocionados de amigos e colegas de profissão antecederam a missa celebrada pelo Arcebispo da Arquiodiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck. Por volta de 12h, os corpos deixaram a Catedral sob muitos aplausos e foram encaminhados para os locais onde serão velados.

O repórter do Diário Catarinense, André Podiacki, e o cinegrafista Djalma Araújo foram levados para a capela do Cemitério do Itacorubi, na Capital. Podiacki será enterrado às 17h no local. Às 16h, Djalma será levado para ser sepultado junto do avô, no Cemitério Municipal de Canajurê, no Norte da Ilha. O ex-tenista Gustavo Kuerten, ídolo e amigo pessoal de Podiacki, acompanhou o velório. Podi, como era chamado, recebeu o apelido de Labrador Humano do DC, em uma referência à alcunha também recebida por Guga, devido a seu carisma, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

O palhocense Bruno Mauri, técnico de externa, foi levado para ser velado no Campo do Avante, no bairro Pachecos, em Palhoça, e será sepultado no Cemitério Bom Jesus de Nazaré, no bairro Passa Vinte, também em Palhoça.

Giovane Klein, repórter da RBS TV, seguiu em um voo para Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde será velado no estádio do Futebol Clube Pelotas. De lá, será encaminhado para o cemitério da Comunidade São Marcos, em Passo de Salso. Laion Espíndula, repórter do globoesporte.com, seguiu de Florianópolis em um carro funerário para Terra de Areia, também no Rio Grande do Sul. Lá, será velado no Cemitério Municipal São José, mesmo local do sepultamento.

O Grupo RBS fretou um voo de Medellín, na noite de sexta-feira (2), para trazer os corpos de seus funcionários, organizou a homenagem na Catedral e deu todo o suporte às famílias. “É um momento de dor, talvez o mais difícil da empresa. Não perdemos funcionários, perdemos amigos. Esse pessoal que está aqui organizando essa homenagem, desde terça-feira, teve o trabalho mais difícil da vida deles. Fizemos tudo da melhor forma possível para fazer essa última homenagem”, afirmou o diretor geral de jornais e mídias digitais da RBS, Gabriel Casara. “Hoje, viramos a notícia. Tem muita gente trabalhando, cobrindo e ao mesmo tempo se despedindo dos amigos. É difícil, tem que ter muito profissionalismo”, ressaltou.

Clubes homenageiam jornalistas da Capital

Sempre presentes na cobertura diária dos clubes da Capital, André Podiacki e Djalma Araujo Neto, serão homenageados por Avaí e Figueirense.

Na quinta-feira, o Alvinegro anunciou que a sala de imprensa do estádio Orlando Scarpelli passará a se chamar Sala de Imprensa André Podiacki. Será colocada uma placa com o nome do profissional e haverá uma cerimônia com a família quando o espaço for reinaugurado. O cinegrafista Djalma Araújo também será homenageado com um espaço dentro da sala de imprensa do Centro de Formação e Treinamento do Cambirela, em Palhoça.

Na sexta-feira, foi a vez do Avaí divulgar suas homenagens. No estádio da Ressacada, a cabine de imprensa escrita passará a levar o nome do repórter do Diário Catarinense e a cabine central de TVS, o nome do cinegrafista da RBS.

 

 Veja o perfil dos guerreiros da imprensa 

 André Luiz Goulart Podiacki (Diário Catarinense) – Chamado de Podi pelos amigos, iniciou a carreira no DC como assistente de conteúdo, ainda quando era estudante de jornalismo da Estácio de Sá, em 2011. No ano seguinte, foi promovido a repórter depois de formado e passou a ser setorista do Figueirense. Natural de Florianópolis, tinha 26 anos, era torcedor e sócio do Figueira e um completo apaixonado por futebol, sobretudo o catarinense, que tanto lhe orgulhava. Há menos de duas semanas tinha acompanhado o nascimento da sobrinha, Antônia, de quem fora escolhido padrinho.

Djalma Araujo Neto (RBS TV) – Era cinegrafista da emissora há 13 anos. Também tinha uma produtora e acompanhou toda a ascensão da Chapecoense desde a Série D. Também era de Florianópolis, tinha 35 anos e deixou a mulher e um casal de filhos pequenos.

Bruno Mauri da Silva (RBS TV) –Técnico de externas, estava na emissora desde 2012. Atuou também como operador técnico. Era natural de Palhoça e tinha 25 anos.

Giovane Klein Victória (RBS TV) – Trabalhava há um ano em meio como repórter da RBS TV, em Chapecó. Nascido em Pelotas, no Rio Grane do Sul, trabalhou também na TV Pampa, em Porto Alegre, e tinha 28 anos.

Laion Machado de Espíndula (globoesporte.com) – Há dois anos atuava como setorista da Chapecoense e acompanhava o Verdão nos principais jogos da equipe do Oeste. Natural de Porto Alegre, tinha 29 anos e também era professor universitário. Também trabalhou nos jornais O Sul e Correio do Povo.

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