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Profissão centroavante: altos e baixos dos atletas coloca a nobre função em xeque

Copa do Mundo presenteou os torcedores com um centroavante que foi campeão mundial sem fazer gols; tendência?

Diogo de Souza
Florianópolis
08/08/2018 às 22H40

Ainda que exaltemos toda magia em torno do mundo do futebol, é inegável que o momento primordial da modalidade é o gol. O centroavante, jogador que ocupa a função responsável por esse clímax, é considerado por muitos - talvez os mais saudosistas - como o mais charmoso cargo entre os 11 dis­postos no campo de jogo.

Toda essa aura, no entanto, vem caindo aos poucos. Recentemente acompanhamos a Copa do Mundo, na Rússia, onde a seleção campeã mundial contava com um centro­avante que terminou a competição com nenhum gol anotado.

O Brasil, do técnico Tite, teve sua par­ticipação marcada pela insistência do co­mandante com um centroavante exaltado pelos seus predicados defensivos. Gabriel Jesus foi titular em cinco jogos e também passou a competição em branco.

Rodrigão sai pra comemorar após marcar seu quinto gol na Série B - Uaifoto/Folhapress
Rodrigão sai pra comemorar após marcar seu quinto gol na Série B - Uaifoto/Folhapress

Em Florianópolis – guardadas as de­vidas proporções -, os responsáveis por mandar a bola pra rede vivem esses al­tos e baixos.

No clássico em âm­bito de “centroavância”, o Avaí leva ligeira vantagem. Rodrigão, o “homem gol” azurra, vem de dois jo­gos seguidos marcando gols. É bem verdade que deixou pra trás um jejum de quase dois meses, mas parece ter feito as pazes com as redes. Nes­ta Série B, em 16 partidas, o jogador anotou seis gols e deu duas assistências.

O substituto do camisa 27, o paraguaio Guilhermo Beltrán, tem números mais tími­dos. Anotou apenas um gol em nove jogos com a camisa azurra.

Do outro lado da ponte, no Figueirense, a situação parece um pouco mais delicada. Embora o técnico Milton Cruz insista na ideia de que não gosta de depender de um ou outro nome para fazer gols, os responsáveis por tal missão vem passando por dificuldades.

Henan não marca desde a 17ª rodada

O titular Henan tem cinco gols, uma assistência e não marca desde a 17ª roda­da, na vitória sobre o Guara­ni, em Campinas (SP). André Luis, seu substituto e, por ve­zes, titular, tem apenas um gol marcado na Segundona. Foi na longínqua 7ª rodada, em Alagoas, na goleada so­bre o CSA, quando fechou o placar cobrando pênalti. Se levar em conta esse apro­veitamento ao longo do ano, são apenas dois gols marca­dos em um intervalo de seis meses. Que venham – os gols e – os respectivos acessos.

Henan sai para comemorar o gol da vitória parcial do Figueirense sobre o Boa Esporte - Luiz Henrique/Figueirense FC/divulgação
Henan sai para comemorar o gol da vitória parcial do Figueirense sobre o Boa Esporte - Luiz Henrique/Figueirense FC/divulgação

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