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Praticamente fora dos Jogos Olímpicos do Rio, Fabiana Beltrame encerrará a carreira em dezembro

Remadora de Florianópolis quer se dedicar à família e não descarta assumir uma função de gestão após parar de competir

Diogo Maçaneiro
Florianópolis

A remadora de Florianópolis Fabiana Beltrame vai se aposentar no fim de 2016. Aos 34 anos, a manezinha tem poucas chances de disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e após 19 de serviços prestados ao esporte vai encerrar sua jornada como atleta. Ela está na Polônia, onde disputa etapa do Mundial de Skiff simples, e falou com a reportagem do ND sobre o que chamou de período de transição.

Flávio Tin/Arquivo/ND
Fabiana Beltrame tem três olimpíadas na carreira, mas não deve competir em casa em 2016

 

O principal motivo para a aposentadoria é poder se dedicar mais à família. Casada com o ex-remador Gibran Vieira da Cunha, seu treinador e com quem tem uma filha de seis anos, ela é o maior expoente do remo brasileiro na última década. Esteve presente nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos: Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012. “Esse é meu último ano. Vou parar. Quero descansar um pouco, curtir a família. Essa vida de atleta não é fácil. Treinamento duro e viagens. Sinto que está na hora de parar”, declarou.

Em 2011, ela chegou no ponto alto da carreira, quando conquistou o ouro no Mundial de Bled, na Eslovênia, na categoria skiff simples leve. O sonho de chegar à quarta edição de Jogos Olímpicos, desta vez em casa, é praticamente descartado por ela mesma, pois, apesar de ter conquistado o índice para a disputa, no Pré-Olímpico do Chile, em março, o novo critério estabelecido pela Federação Internacional de Remo em 2015 diz que cada país pode enviar apenas um representante por gênero aos Jogos. A Confederação Brasileira da modalidade escolheu a dupla Fernanda Nunes e Vanessa Cozz, no feminino, e William Giaretton e Xavier Vela, no double skiff masculino.

A escolha se deu desta forma, pois estes atletas venceram suas seletivas, enquanto Fabiana e Steve Hiestand, que também conquistaram o índice, ficaram em segundo e terceiro, respectivamente, nas suas provas classificatórias. A dupla esperava receber um convite do Comitê Olímpico Internacional, mas isso não se confirmou. “Mas como as vagas por convite já foram decididas, acho que não dá mais”, lamentou Fabiana.

A atleta atualmente defende as cores do Vasco e quer contribuir de alguma forma com o remo brasileiro à diante, mas prefere a cautela na hora de falar sobre o futuro. Perguntada pela reportagem se gostaria de assumir alguma função de gestão, ela foi reticente. “Acho que sim, mas ainda não sei”, afirmou.

Dever cumprido

Quando se refere a cuidar da família, Fabiana fala também da filha Alice, de seis anos. Segundo a remadora, a garotinha pratica judô, natação e capoeira, mas já disse que não quer a carreira esportiva. “Ela quer ser veterinária”, brincou. “Ela vai ser livre para escolher. Meu papel é só mostrar as possibilidades”, completou.

Sobre o balanço que faz da sua trajetória , faltam palavras diante de tanta experiência vivida em quase duas décadas de uma relação muito particular com águas do mundo todo. “Nesses 19 anos, minha vida foi o remo. Tudo o que conquistei, devo ao esporte. Inclusive minha família, por que sou casada com um ex-remador e tenho uma filha. Então acho que vai ser uma transição difícil. Mas acho que já fiz bastante pelo remo e já posso parar”, finalizou.

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