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Pesquisa mostra que só 6% da população brasileira assistiu a todos os títulos da seleção

A estimativa considera apenas aqueles com idade superior a cinco anos na data de cada um dos títulos – 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002

Diogo de Souza
Florianópolis
28/06/2018 às 22H02

A Copa do Mundo da Rússia é mais que a 21ª edição do evento que, apesar de alguma divergência, se ensaia como o maior e mais importante do planeta – sim, maior que os Jogos Olímpicos. Em 2018, mais do que nunca, simboli­za e se consolida como a congregação entre nações, como um estado de es­pírito e um momento de desafogo de um planeta cada vez mais tomado pela intolerância.

Senhor Onildo folheia jornais e revistas de Copas passadas - Flávio Tin/ND
Senhor Onildo folheia jornais e revistas de Copas passadas - Flávio Tin/ND


Feliz de quem teve a chance de ver o maior número de edições. Recente le­vantamento feito pela UnitFour, empre­sa fornecedora de dados para o merca­do, indica que apenas 6% da população brasileira assistiu aos cinco títulos da seleção canarinho.

A estimativa feita pela companhia considera apenas aqueles com idade superior a cinco anos na data de cada um dos títulos – 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Em relação às demais conquistas, 9% da população brasileira viu a sele­ção erguer a taça a partir de 62, 14% a partir de 70, 33% em 94 e a maioria, 38% acompanhou o triunfo em 2002.

“Naquele tempo era só rádio [em 1958 e 62]. E não era todo mundo que tinha rádio, nós reuníamos os vizinhos para escutar o jogo” relembrou Onildo Mário, 72 anos, morador da Travessa da Amizade, no bairro Saco dos Limões.

Seu Onildo ainda recorda um tempo e um cenário evidentemente inimagi­nável em pleno século 21. Juntamente com os torcedores em volta de um rá­dio, a matéria-prima do churrasco era cabrito. “Meu pai matava e fazíamos um churrasco. Não tínhamos dinheiro, na época, para comprar carne”, lembrou.

Dentro dessa restrita parcela da população capaz de traçar um parale­lo entre as equipes brasileiras que le­vantaram o caneco, seu Onildo exalta a esquadra responsável pelo tricampe­onato, em 1970. Coincidência ou não, foi nesse mundial que o morador do Saco dos Limões e manezinho da Ilha, pontua como a edição que pôde “en­xergar” já que, até ali, só tinha acom­panhado pelo rádio.

“Em 1970, a melhor de todas as se­leções, foi pela televisão. Como sempre, foi uma festa na companhia dos amigos. Pra mim, Copa do Mundo é sinônimo de reunir amigos, familiares e fazer festa”.

Aposentado diminuiu o interesse pela Canarinho

Prestes a fazer 84 anos, Wilson Conti, aposentado, também guarda lembranças em doses homeopáticas desse mundo da Copa. Claramente influenciado pelo trans­correr do tempo e os avanços das transmis­sões, tem em livros, álbuns e revistas suas maiores relíquias. Se não tem total controle das lembranças, tem um acervo que con­templa as cinco estrelas que hoje contor­nam o traço superior do distintivo da CBF.

Já o senhor Wilson está menos ligado na seleção nos dias atuais - Daniel Queiroz/ND
Já o senhor Wilson está menos ligado na seleção nos dias atuais - Daniel Queiroz/ND


Hoje, um pouco menos ligado na sele­ção, afirma que atualmente a seleção “não se sabe muito o que vai dar” e “não se tem nada de muito bom”. Questionado sobre os jogos do Brasil nessa primeira fase contra Suíça e Costa Rica, o colecionador afirma que acompanhou com mais afinco a parti­da de estreia, contra os europeus. “Eu esta­va esperando um início de copa bom, mas foi um sacrifício, né?!”, sorriu seu Wilson.

Ainda assustado com o começo de Mun­dial em que o Brasil “patinou” diante da Su­íça para depois deslanchar, ele segue firme e forte na torcida.“A torcida é para ver se os jogadores reagem nessa Copa. Tomara que consigam”, acrescentou.

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