Publicidade
Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

Personagens falam sobre o clássico no aniversário do Avaí em 1988

Leão e Figueirense se enfrentam no sábado pela Série B, quando o time da Ressacada completa 95 anos; relembre histórias de 30 anos atrás

Diogo de Souza
Florianópolis
29/08/2018 às 11H08
Clássico AVA x FIG - Divulgação/ND

O encontro entre Avaí e Figueirense, por se tratar de um clássico, seria o suficiente para chamar a atenção e parar o Estado no próximo fim de semana. Uma série de elementos, no entanto, promete engrandecer um jogo que, nessas circunstâncias, só aconteceu uma vez na história quase centenária de ambos.

Adílson Heleno e Agnaldo falaram sobre o clássico de 1º de setembro de 1988, aniversário de 65 anos do Avaí - Daniel Queiroz
Adílson Heleno e Agnaldo falaram sobre o clássico de 1º de setembro de 1988, aniversário de 65 anos do Avaí - Daniel Queiroz

Avaí e Figueirense jogam no estádio da Ressacada, dia 1º de setembro, aniversário do Leão e momento em que o clube completa 95 anos de história. O confronto do próximo sábado, válido pela Série B 2018, marca o segundo jogo entre os rivais no dia do aniversário avaiano. O primeiro, um amistoso em alusão aos – na época – 65 anos do Leão, foi marcado por muita transpiração e pouca inspiração. Menos de mil pessoas viram o empate em 0 a 0, naquele 1º de setembro de 1988.

Apesar desse contexto um tanto insípido, protagonistas daquele espetáculo revelaram toda a expectativa ao redor do jogo e deram uma ideia do tamanho da rivalidade entre azurras e alvinegros.
“Não estávamos preocupados se era um jogo festivo, no aniversário. Era um jogo contra o Avaí, era importante, era um clássico. Precisávamos daquilo para aparecer. Foi importante para todos, tenho certeza”, justificou o ex-zagueiro do Figueirense Agnaldo Liz Souza, 50 anos, que esteve na partida e foi uma das vozes mais ativas para que o encontro acontecesse. “Tinha uma rivalidade boba antes da partida, alguns diretores nossos não queriam que esse jogo acontecesse. Eu era um dos líderes do elenco, via a importância e pleiteei para que o jogo saísse”, contou.

Pelo lado dos anfitriões, Adílson Heleno, 55 anos, ex-meia e um dos maiores ídolos da história do Leão, também relembrou da partida em que, por um lance “atípico” foi expulso de campo juntamente com o meia e ex-jogador do alvinegro, Dias. “A memória que eu tenho é que fui expulso, eu e o Dias”, sorriu o ex-craque. “Se não me engano, foi a primeira vez na minha carreira que fui expulso. Fora isso, pelo que tenho na minha mente, foi um jogo muito difícil muito pegado. Foi um clássico”, acrescentou o carioca radicado em Florianópolis. Adílson Heleno fazia parte do esquadrão então campeão Catarinense, em 1988, quando anotou 17 gols na competição, 12 deles em cobranças de falta.

Sobre o encontro entre os rivais neste sábado, Adilson Heleno destacou o momento e a condição atual do Avaí, mas fez a necessária ponderação sobre um jogo entre rivais. “Clássico é clássico, às vezes acontece daquele time que está melhor, pega um adversário que está atrás da sua equipe, ele acaba sempre se superando. São coisas do futebol que não mudam nunca”, projetou Heleno.
“Para esse jogo o Avaí é o favorito. Acho que o Figueirense vai ter dificuldades para este clássico. Nesse jogo, acho que a vantagem é do Leão e ele sai com a vitória. No outro [clássico do primeiro turno], quando me perguntaram, disse que daria empate”, apontou Agnaldo.

. - .
. - .




Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade