Publicidade
Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 16º C

Pedro Barros se lesiona e Felipe Foguinho vence o Red Bull Skate Generation, no Rio Tavares

Mineirinho também desfalcou a competição, válida pelo Mundial de Bowl

Daniel Silva
Florianópolis

A ausência de Pedrinho Barros, anfitrião do Red Bull Skate Generation, não tirou a empolgação das mais de duas mil pessoas que estiveram no novo skate park do Rio Tavares, neste domingo. Sem o atleta cinco vezes campeão do X Games, o título da última etapa do Mundial, na categoria profissional, ficou com Felipe Foguinho, duas vezes campeão como amador – em 2010 e 2012.

Nascido em Guaratinguetá (SP), o skatista de 21 anos se profissionalizou em Florianópolis. De quebra, Foguinho ficou com o troféu na disputa entre as equipes. Barros torceu o tornozelo direito durante o aquecimento e deixou o caminho livre para o italiano Alex Sorgente, promessa de apenas 17 anos, conquistar o seu primeiro Mundial de Bowl.

Marco Santiago/ND
Felipe Foguinho deu show no novo skate park do Rio Tavares


Outra baixa na competição foi Sandro Dias, o Mineirinho. O paulista de 40 anos, tri dos X Games (vertical), tentou dar umas voltas na pista, mas o joelho direito inchou e acabou tirando o veterano da disputa. Mineirinho lamentou não poder participar do Red Bull Skate Generation e demonstrou solidariedade com Pedrinho. O bowl, inaugurado há um mês e idealizado por Guga Arruda, foi elogiado.

“Certeza que ele estaria na final dando show. Andei bastante no sábado. A pista tem um formato que não estamos habituados no Brasil, mas a galera se adaptou muito bem. Em 30 anos nunca me aconteceu nada, então estou no lucro, ainda mais por ser coisa simples. Enquanto não fizer uma cirurgia no meu menisco o joelho fica inchado e me limita. A ideia era competir, mas não deu certo”, afirmou.

A ligação de Mineirinho com Florianópolis e região é grande. Casado com a modelo Gabriela Müller, de Biguaçu, o skatista fez o possível para tentar competir. Restou a Sandro Dias prestigiar os amigos e registrar todos os momentos nas redes sociais. Para Mineirinho, o formato do evento, que amadores integram a mesma equipe de lendas como o norte-americano Christian Hosoi, é o que faz o torneio ser especial no circuito.

“Não é nem tanto competição, mas uma confraternização, que mistura todas as gerações do skate mundial em um formato diferenciado, que não existe em nenhum lugar. Nos outros quatro anos acontecia na casa do Pedrinho, com um espaço limitado para o público. Agora abrindo para o público se torna mais legal”, comentou. Foram vendidos mais de seis mil ingressos para os três dias de evento.

De influência a amigo

Quando as batidas de “Jump Around”, do grupo de hip hop House of Pain ecoaram na pista, o público sabia que estava na hora de Hosoi entrar no bowl. Aos 48 anos, o atleta encontra motivação para ainda continuar competindo no respeito que todos demonstram por ele.

“Competir é sobre diversão, testar os nossos limites. Quando a adrenalina bate você vai com tudo. E é por isso que amo competir. É muito bom o apoio que recebo no mundo todo, uma honra. Tive altos e baixos”, afirmou Hosoi, que se tornou pastor após cumprir cinco anos de prisão por tráfico de drogas.

Marco Santiago/ND
Christian Hosoi é ovaciado pelo público e agradece os fãs


O skatista, que tem uma tatuagem do Cristo Redentor, declarou o seu amor ao país, chamado de “segunda casa”. Hosoi também falou do orgulho que sente por ter visto de perto a evolução de Barros.

“O Pedro é um dos meus skatistas preferidos, e não somente por ser o melhor na transição. Ele tem atitude. O pai dele o apoia assim como o meu me apoiou. Ver ele se tornando o melhor do mundo é demais. Adoro a humildade dele. O conheço desde que ele era pequenino”, revelou.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade