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Paraolimpíada do Rio é a segunda menos democrática na distribuição de medalhas

Até o início da tarde desta quinta (15), 78 países tinham conquistado pelo menos uma medalha

Folha de São Paulo
Rio de Janeiro
15/09/2016 às 18H54

LUÍS CURRO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Paraolimpíada do Rio de Janeiro caminha para ser a segunda menos democrática da história no quesito repartição de medalhas. Até o início da tarde desta quinta (15), 78 países tinham conquistado pelo menos uma medalha. A porcentagem corresponde a menos da metade (49%) de todos os participantes (160). Os Jogos ingleses terminaram com 75 de 164 comitês nacionais (46%) obtendo medalha.

Jogos paralímpicos têm a menor distribuição de medalhas - Heusi Action / Gabriel Heusi/ ME/Fotos Públicas/ND
Jogos paralímpicos têm a menor distribuição de medalhas entre os países participante - Heusi Action / Gabriel Heusi/ ME/Fotos Públicas/ND



As marcas de Rio e Londres são inferiores às de todas as Paraolimpíadas anteriores. Em Pequim-2008, 76 países, de um total de 146, puseram ao menos um esportista no pódio (52%); em Atenas-2004, foram 75 de 135 (56%); em Sydney-2000, 68 de 123 (55%); em Atlanta-1996, 60 de 104 (58%) -para citar apenas os Jogos das últimas duas décadas. Nessas Paraolimpíadas, sempre mais da metade dos países participantes sentiu o gosto do pódio. No Rio, para que isso ocorra, mais três nações precisam aparecer no quadro de medalhas, o que é improvável.

A distribuição mais igualitária de comendas entre os países era bem maior antigamente. Entre Roma-1960, a primeira Paraolimpíada, e Seul-1988, pelo menos sete de cada dez nações presentes ganharam medalha. As maiores porcentagens, impressionantes 95%, são as de Roma (17 de 18 foram ao pódio) e de Arnhem (40 de 42) -a cidade holandesa sediou os Jogos em 1980. A partir de Barcelona-92, um número menor de países, proporcionalmente ao total de inscritos, começou a concentrar a conquista das medalhas.

NÚMERO ABSOLUTO

Na Rio-2016, o Comitê Paraolímpico Internacional prefere enfatizar o número absoluto. Pelo segundo dia consecutivo, celebrou o fato de 78 países terem subido ao pódio, um recorde histórico. "Talvez possamos ter acima de 80 [países com medalha] ao término destes Jogos", disse Craig Spence, diretor de mídia do comitê. "Isso mostra que o talento está se expandindo para outros países." Até agora, quatro países que nunca tinham ido ao pódio quebraram esse jejum na Paraolímpíada carioca: Cabo Verde, Cazaquistão, Malásia e Sri Lanka. 

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