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Pai e filho participam de projeto voltado a jovens atletas de basquete em Florianópolis

Instituto Baby Basquetebol Cidadania conta com cerca de 300 crianças e tem as categorias iniciante e avançado

Diogo de Souza
Florianópolis
11/07/2018 às 22H40

A história gira em torno da paixão pelo esporte de um pai para um filho. Até aí, normal, não fosse a trajetória de Gilberto Vaz, o Giba, 50 anos, atualmente professor universitário, mas que já esteve envolvido no basquete de maneira profissional em to­das as frentes estruturais. Ele lidera o projeto IBBC (Instituto Baby Basquetebol Cidadania), que conta com cerca de 300 crianças, entre elas, o filho Ga­briel Vaz, 14. A equipe disputa o Festival de Basquete, compe­tição de base realizada até do­mingo, no Insitituto Estadual de Educação, na Capital.

Gilberto (pai) e Gabriel vivenciam a paixão pelo basquete juntos - Marco Santiago/ND
Gilberto (pai) e Gabriel vivenciam a paixão pelo basquete juntos - Marco Santiago/ND


“De um filho de sangue, saí­ram vários de coração”. Dessa maneira Giba ilustrou o cerne do projeto que, indiretamen­te, partiu de um sonho do ex-atleta em relação ao seu pupilo.

Aliando a paixão pela modalidade e o incentivo ao fi­lho Gabriel, Giba importou dos Estados Unidos a ideia e a possibilidade de imple­mentar uma escolhinha de bas­quete para crianças. Foi aí que surgiu o IBBC. “Conheci o bas­quete das crianças lá [nos EUA] e trouxe para o Brasil, onde não ti­nha e, assim, consegui implantar junto à Udesc. Lembrei também da possibilidade de, com um time para as crianças, ter um time e ver meu filho jogando”, justificou.

O projeto, hoje, é respeitado nacional e internacionalmente onde, segundo Giba, constante­mente viaja mundo a fora em nome do intercâmbio desportivo e cultural. Recentemente o IBBC esteve na Itália e também na ter­ra do Tio Sam.

Mais do que os ensinamentos básicos com a bola laranja, Giba revela que os alunos de ambos os sexos, de 4 a 15 anos, convivem paralelamente com a essência do esporte. “O nosso projeto a gente busca a formação deles como ci­dadãos, se tu fores acompanhar nossos treinamentos, é proibido falar palavrão. O aluno tem que ter boas notas, disciplina em casa, obedecer aos pais. Caso contrário será suspenso”, ponderou.

Giba e o IBBC informam que, crianças que tiverem interesse, devem “apenas ir”: “Temos ca­tegorias iniciante e avançado”. Informações e inscrições junto à Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina.

Armador Gabriel em ação sob o olhar atento do técnico ao fundo - Marco Santiago/ND
Armador Gabriel em ação sob o olhar atento do técnico ao fundo - Marco Santiago/ND


Olho na NBA de um atleta com sonho e futuro

“Dificilmente alguém vai dizer que ele tá na quadra porque é filho do treinador. Não. Ele tá na quadra porque ele é bom”, assegurou Gilberto Vaz ao falar do filho/aluno na condição de pai e técnico.

Gabriel garante que, para si, basquete “é tudo”. “Eu come­cei a jogar muito novo, meu pai sempre me incentivou. Meu so­nho é jogar profissionalmente na NBA”, garantiu o jovem que joga como armador e prefere dar um passe a acertar uma cesta. Ele prevê uma altura ideal entre 1,80m – 1,90m.

A Liga norte-americana (National Basketball Asso­ciation – NBA) de basquete, aliás, é uma espécie de insti­tuição acima da modalidade. A competição praticada pelos melhores atletas do mundo é a grande referência de jovens como Gabriel, que vê, como ídolo, Kyrie Irving, 26 anos, que atualmente joga pelo Bos­ton Celtics.

Questionado sobre a dife­rença e relação de pai e filho para aluno e professor, Ga­briel diz que é tranquilo, ape­sar de citar “mais cobrança” por parte do seu pai. “As ve­zes me incomodam um pouco por eu ser o filho do treinador, mas não ligo”, sorriu timida­mente o jovem e sonhador.

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