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Os desafios dos cinco grandes times de Santa Catarina para a temporada 2017

Saiba quais obstáculos Chapecoense, Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville terão pela frente no ano que vem

Matheus Joffre
Florianópolis
26/12/2016 às 12H05

Superação, estabilidade e pés no chão. Este deve ser o tripé que norteará a temporada 2017 dos cinco principais clubes de Santa Catarina, que no ano que vem terá dois representantes na Série A, dois na B e um na C.

A temporada para o quinteto catarinense começa no dia 25 de janeiro, com a Primeira Liga. O Estadual inicia no fim de semana seguinte, no dia 29. Os cinco grandes também estão confirmados na Copa do Brasil, junto com o Brusque. A Chapecoense, atual campeã sul-americana, ainda disputa Libertadores, Recopa e Copa Suruga.

Chapecoense terá que recomeçar praticamente do zero, após o acidente aéreo que a maior parte da delegação do Verdão - Marcio Cunha/Mafalda Press
Chapecoense terá que recomeçar praticamente do zero, após o acidente aéreo que a maior parte da delegação do Verdão - Marcio Cunha/Mafalda Press


A Chape, que também é a atual campeã catarinense, teve que recomeçar praticamente do zero, após o acidente aéreo que vitimou 71 pessoas, a maioria da delegação do Verdão, em novembro, na Colômbia. O clube do Oeste, que será comandado pelo técnico Vágner Mancini, terá que se reconstruir em tempo recorde para disputar as sete competições que terá pela frente em 2017 e terá como grande desafio a permanência na Série A.

O outro representante catarinense na elite do Brasileiro, o Avaí, terá como meta – além da permanência na Primeira Divisão – equilibrar as finanças do clube, que tem atrasado salários seguidas temporadas e sofrido com ações trabalhistas que vêm desde 2004. O Leão manteve a base do time do acesso e deve fazer algumas contratações pontuais.

O Figueirense, que caiu para a Série B, terá que se adequar à nova realidade e superar a queda no orçamento com a redução significativa das cotas de televisão para montar um time competitivo e retornar à elite em 2018. O clube do Estreito passará por uma reformulação e deve ter um perfil diferente no ano que vem, sem medalhões e apostar mais nos pratas da casa.

O Criciúma, que disputará a Segundona pelo terceiro ano consecutivo, também tem como grande objetivo o acesso à Série A. O Tigre manteve a base deste ano e trouxe o técnico Deivid para substituir Roberto Cavalo, que pediu demissão após problemas pessoais.

De volta à Série C, o Joinville, que estava na Série A no ano passado, também passará por uma reformulação. Após um 2016 para se esquecer, o JEC terá que recomeçar a trilhar o caminho para a elite e buscar o acesso para a Série B na próxima temporada.

Chapecoense busca se reestruturar em tempo recorde após tragédia

O ano de 2017 reservará muitos desafios à Chapecoense. Após o acidente aéreo que vitimou 71 pessoas entre jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes do Verdão, em novembro, na Colômbia, o clube terá que se reestruturar em tempo recorde para disputar as sete competições que tem pela frente na próxima temporada.

Com o título da Sul-Americana, a Chape será o clube brasileiro com o calendário mais cheio e a tendência é que a equipe jogue no mínimo 72 partidas, número que pode aumentar para 93, caso o time chegue às decisões de cada competição. Em 2017, o Verdão irá disputar a Série A do Brasileiro, Campeonato Catarinense, Libertadores, Primeira Liga, Copa do Brasil, Recopa e Copa Suruga. “Estamos fazendo uma profunda análise do que vamos priorizar em 2017, uma vez que zeramos o plantel. Das sete competições que vamos disputar, as prioridade são o Catarinense, a Libertadores e a Série A. Ainda estamos formando a equipe, que se apresenta em janeiro, então temos um espaço extremamente curto. Devemos começar com o time sub-20 e aos poucos ir incorporando os novos reforços”, explicou o presidente Plínio David Nês, o Maninho.

A Chapecoense, que será comandada pelo técnico Vágner Mancini na próxima temporada, deve manter os jogadores que estavam no clube e que não viajaram a Colômbia e já acertou com cinco reforços até o momento: o zagueiro Douglas Grolli, ex-Ponte Preta, mas que pertence ao Cruzeiro e defendeu a Chape de 2007 a 2012; o goleiro Elias, ex-Juventude; o meia Dodô, ex-Figueirense, mas que pertence ao Atlético-MG; o volante Moisés, que vem por empréstimo do Grêmio; e o atacante Rossi, ex-Goiás. “Todos os clubes têm nos ajudado muito. Tanto os de Série A quanto os de Série B estão muito sensibilizados e fazendo todo o esforço possível para nos ajudar a reestruturar”, ressaltou o mandatário do Verdão.

JEC quer nova postura para retornar à Série B 

As projeções para o ano em que o Tricolor completou quatro décadas de vida não foram, como diz o hino do clube, de uma “história gloriosa”. Muito pelo contrário. A primeira decepção foi o título do Campeonato Catarinense, depois o rebaixamento para a Série C.

Mas, ao contrário do que muitos podem pensar, para o presidente Jony Stassun não foi um ano para se esquecer, e sim um ano de aprendizado. “Eu jamais esperava ser o presidente que levou o JEC de volta à Série C, é um sentimento muito ruim. Marcado já ficou, mas o nosso objetivo é tentar reverter isso e levar o Joinville novamente à Série B”, afirma.

As principais mudanças para a temporada que está chegando são essencialmente duas, segundo Carlos Kila, gerente de futebol. A utilização de jogadores em formação e a postura do time devem se sobressair se os planos do novo gerente se cumprirem. (Adrieli Evarini)

Fim de efeito gangorra e contas equilibradas são as metas do Avaí

Além de acabar com o sobe-e-desce e permanecer na Série A, o Avaí tem como grande objetivo de 2017 equilibrar a situação financeira do clube. Com atrasos de salários recorrentes nos últimos anos e pagando dívidas trabalhistas que vêm desde 2004, o Leão tem enfrentado dificuldades para renovar e contratar jogadores devido à fama de “mau pagador”.

Atualmente, o Avaí paga mensalmente R$ 650 mil de ações trabalhistas, o equivalente a 30% da cota de TV mensal do clube. A dívida total, que soma cerca de R$ 8 milhões, deve ser quitada até o fim do ano que vem.

“O grande desafio do Avaí para 2017 é permanecer na Série A e a questão orçamentária do clube, que desde 2002 tem déficit financeiro de meses anteriores que comprometem o orçamento do ano seguinte. Temos que ter os pés no chão, fazer uma gestão equilibrada para os salários não atrasarem e terminarmos o ano sem dever nada para, aí sim, planejarmos um time forte para poder buscar algo mais em 2018”, explicou o presidente do Leão, Francisco José Battistotti, que pretende quitar todos os vencimentos em atraso deste ano até o fim do mês.

O clube manteve o técnico Claudinei Oliveira e a base do time do acesso, mas perdeu jogadores importantes como o goleiro Renan e o zagueiro Fábio Sanches. “O Claudinei pediu para mantermos um esqueleto do grupo que conquistou o acesso. Renovamos com todo mundo que ele pediu, com exceção de dois atletas, o goleiro Renan e o zagueiro Fábio Sanches, que já repusemos com a contratação do Gustavo”, afirmou o mandatário azurra.

Com pratas da casa e novo perfil, Figueirense tenta superar queda na receita e mira acesso

O Figueirense terá que superar a redução no orçamento com a diminuição das cotas de televisão devido à queda para a Série B e montar um time competitivo para voltar à elite em 2018. Diferente deste ano, quando iniciou temporada com nomes como Rafael Moura e Carlos Alberto, o Furacão não deve ter nenhum medalhão em 2017.

Na próxima temporada, o clube deve apostar mais nos jogadores pratas da casa, como o atacante Matheuzinho e o lateral-direito Dudu, que arrancaram elogios do técnico Marquinhos Santos, que foi mantido no cargo junto com o superintendente de esportes Léo Franco.

Entre os reforços, o atacante Bill, artilheiro da Série B do ano passado pelo Ceará com 15 gols, foi a principal contratação do Furacão até o momento. Os volantes Juliano, ex-Fortaleza, e Hélder, ex-Coritiba, e o atacante Elias, que disputou a última Segundona pelo Brasil de Pelotas também reforçarão a equipe do Estreito.

“O grande desafio será voltar para a Primeira Divisão, temos isso como nosso principal objetivo. Estamos trabalhando para fazer um grande ano, temos também o Campeonato Estadual, a Liga e a Copa do Brasil. A maior dificuldade será a queda no orçamento de quando o clube cai da Primeira para a Segunda Divisão, mas estamos montando um grupo dentro do nosso orçamento e com um perfil aguerrido dentro de campo. Temos que trabalhar ainda mais e buscar outras alternativas de investimentos, como novos patrocínios, para montar uma equipe competitiva”, destacou o presidente Wilfredo Brillinger.

Segundo o mandatário alvinegro, o apoio da torcida será fundamental para o retorno do Figueirense à elite. “Todos nós ficamos sentido com o rebaixamento, mas, já viramos a página e estamos trabalhando para montar uma equipe forte e voltar ao lugar do Figueirense, que é a Primeira Divisão. Temos a maior torcida de Santa Catarina e precisamos do apoio de todos neste momento”, ressaltou. 

Após ano de estabilidade, Criciúma quer voltar a bilhar como na década de 90 

Quando o presidente Jaime Dal Farra assumiu o Criciúma em outubro do ano passado, o projeto era fazer o Tigre voltar a se destacar nacionalmente em um período de três anos. Na época, o Carvoeiro estava brigando para não cair para a Série C e conseguiu se livrar do rebaixamento na reta final da competição.

A temporada de 2016 não teve sufoco, mas a oitava colocação na Série B ficou aquém da expectativa do torcedor tricolor, que mais uma vez viu o time ficar fora da decisão do Catarinense. Mas, segundo Dal Farra, o clube adquiriu a estabilidade para voltar a pensar grande. “Esse ano foi o da estabilidade e ano que vem vamos buscar o título estadual e voltar para a Série A. E criar condições para a permanência no ano seguinte, não adianta fazer como América-MG e Santa Cruz, que bateram e voltaram.

Um bom exemplo é o Palmeiras, que começou a se preparar em 2014 para chegar onde chegou e ser campeão brasileiro de forma tão contundente”,  ressaltou o mandatário tricolor, que pretende retomar a época de ouro do Tigre. “Nos últimos 20 anos, conseguimos apenas dois títulos estaduais, o que é muito pouco para a grandeza do Criciúma. Precisamos voltar a ser o maior clube de Santa Catarina, como na década de 90”, projetou.

O Criciúma manteve a base de 2016, mas perdeu o atacante Roberto, que vai jogar o Paulistão. O planejamento também teve que ser adaptado após as saídas do técnico Roberto Cavalo, que pediu demissão, e do diretor de futebol Paulo Pelaipe. A aposta no técnico Deivid, ex-Cruzeiro, pode ser uma boa surpresa. “O Felipão chegou aqui como um completo desconhecido e foi campeão da Copa do Brasil em 1991. Dos treinadores que eu entrevistei, o Deivid foi o que se encaixou melhor no nosso perfil”, revelou o dirigente, que destacou os salários rigorosamente em dia no clube.

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