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Olheiro da base da seleção, ex-jogador Chicão coordena projeto em Florianópolis

Amigo de Oscar Schimidt, ele planeja abrir uma escola com o nome do Mão Santa e já descobriu jogadora para a seleção

Diogo Maçaneiro
Florianópolis
16/12/2018 às 15H55

Ele é muito mais do que amigo do Oscar Schmidt, maior nome do basquete brasileiro. Francisco Carlos Bandeira Bonfim, o Chicão, tem 61 anos e nasceu em Salvador (BA). A capital baiana, aliás, é o maior celeiro de atletas de basquete do Brasil, nas palavras dele. “Eu sou alto, mas você anda nas ruas por lá, as pessoas são muito grandes, os meninos tem altura”, afirma o ex-jogador e agora diretor técnico do projeto Escola de Basket Grande Florianópolis. 

Chicão, de fato, tem uma relação muito próxima com o Mão Santa. Atuaram juntos no Palmeiras e no basquete italiano e o tempo só aproximou a relação entre ambos. “Tem que lavar a boca para falar do Oscar perto de mim”, sentencia. 

Chicão e Duda, mestre e pupila em projeto de basquete em Florianópolis - Marco Santiago
Chicão e Duda, mestre e pupila em projeto de basquete em Florianópolis - Marco Santiago

Em Florianópolis há quatro meses, está em suas mãos também a responsabilidade de pinçar novos talentos do basquete brasileiro para as categorias de base da CBB (Confederação Brasileira de Basketball). Antes de desembarcar na Capital, o morador do bairro Abraão fez trabalho semelhante em Blumenau, com as equipes sub-12 e sub-13 do município.

O olho clínico e a experiência de quem conhece o garrafão como poucos já deu resultado. A jovem Eduarda Trevisan Reolon mostrou seu cartão de visitas no Sul-Americano sub-15 feminino no Chile, com o terceiro lugar conquistado em cima da Argentina e a consequente vaga na Copa América Sub-16 do ano que vem. Duda, como é conhecida, veio de Chapecó por causa de uma proposta de trabalho da mãe no meio do ano e conheceu o projeto por meio de outra colega de seleção, mas a catarinense sub-13, a jogadora Bianca.

“É maravilhoso. Ele sabe muito, muito, muito de basquete. É um dos melhores técnicos com quem eu já trabalhei. Tudo que ele fala é ouro. Tem que chegar em casa, anotar nunca mais esquecer”, elogia a jovem atleta sobre o treinador.

Mensageiro do Oscar, ele mantém contato com o amigo diariamente. “Ele manda mensagens de motivação para os meninos aqui”, afirma. Chicão é só elogios ao projeto encabeçado há cerca de um ano pelo italiano Marco Biscaro. “Tá vendo aquilo ali? É organização”, refere-se à estrutura fora de quadra que aguardava os atletas, como água, gelo e locais de descanso adequados.

Projeto recebe cerca de 190 atletas

De acordo com Marco Biscaro, presidente da Associação Grande Florianópolis Escola de Basket, o projeto tem 160 atletas e outros 30 em escolinhas.
Como muitos outros bons projetos pelo Brasil, o desafio é captar apoiadores para mantê-lo funcionando. Em paralelo à isso um sonho de Chicão pode se tornar realidade na capital catarinense.
“Tem a possibilidade muito grande de a gente abrir uma escola de basquete em Florianópolis. É o meu sonho. Vou abrir a escola do meu irmão. Não é irmão de brincadeirinha”, explica o padrinho de casamento do maior nome da modalidade no Brasil.
O projeto está de férias neste período de fim de ano, mas crianças e adolescentes interessados em jogar basquete em alto rendimento podem mandar e-mail para info@grandeflorianopolisbasket.com.br.

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