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O recomeço de Jacqueline Silva

Surfista pensa se volta ao circuito

Daniel Silva
Florianópolis

A surfista Jacqueline Silva está ressentida. Sem patrocínio desde 2010, a vice-campeão do WCT (Circuito Mundial) pensa em deixar as competições na próxima temporada. O ano de 2012 não foi bom para a atleta, que se recuperou de uma fratura exposta no joelho direito e teve dificuldades para recomeçar. O principal baque para a catarinense foi sentir que estava abaixo do nível das outras surfistas, que estão se profissionalizando cada vez mais cedo e com uma nova proposta de surfe, de manobras inovadoras.

Jacqueline foi conquistando a confiança aos poucos durante as etapas do WQS, circuito que dá acesso ao WCT. Quando estava voltando à velha forma, não tinha mais chances de uma classificação. “Voltei, mas não tive muito tempo para me recuperar. Eu não estava no mesmo nível das minhas adversárias. Foi um baque, sabendo que seria assim o ano inteiro. Quando comecei a me sentir bem já estava bem no fim do ano e eu não me classifiquei”, comentou a surfista, que foi campeã do WQS em 2011 e 2007.

Essas dificuldades somadas à falta de patrocínio fizeram de 2012 um dos anos mais difíceis da carreira da surfista. Sem ter a cabeça no lugar, admite Jacqueline, é difícil ser consistente, algo que ela sempre prezou. “São vários fatores que vão se acumulando. Tenho pensado até que ponto ainda vale eu colocar do meu bolso sabendo que dificilmente vou evoluir mais. Para brigar com essas meninas tenho que estar surfando como elas. Tem que acompanhar a evolução, mas a experiência ajuda bastante”, disse Jacqueline.

 

Futuro é incerto

Em recuperação de uma cirurgia para retirada dos joanetes, Jacqueline só deve voltar a pegar onda em fevereiro. Com um calendário de eventos provisório, as etapas do WQS são para o segundo semestre, o que deve dar tempo para a surfista voltar em condições de brigar por um lugar ao sol. “Fico me perguntando. Já mandei proposta para várias empresas, mas a maioria nem responde. Fico um pouco chateada. Fiz tanto pelo circuito feminino brasileiro, se eu tiver de competir de novo, não quero depender de ninguém”, revelou.

Com disposição e amor pelo surfe, Jacqueline vê o momento de queda como positivo, já que faz anos que não passa um tempo em casa, por conta das viagens. Esse período sabático pode ser a renovação que a surfista precise para seguir em frente. “Há males que vem para o bem. Pode ser uma época de renovação, ficar mais tempo aqui, pode me renovar para voltar melhor e com a cabeça melhor. Estou levando mais para o lado positivo. Pode ser bom para mim lá na frente”, concluiu Jacqueline.

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