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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Nove meses após cenas de violência, Corinthians reencontra o Maracanã

Palco de eventos históricos, como a Invasão de 1976 e o Mundial de 2000, estádio no Rio de Janeiro ficou marcado pelo tumulto de outubro de 2016. Veja novo esquema de segurança

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São Paulo (SP)

 Imagens da briga do ano passado  - (Foto: Marcelo Cortes/Fotoarena/Lancepress!)
Imagens da briga do ano passado - (Foto: Marcelo Cortes/Fotoarena/Lancepress!)

No dia 23 de outubro de 2016, o empate em 2 a 2 entre Flamengo e Corinthians pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou em segundo plano. Cerca de meia hora antes de a bola rolar, integrantes de torcidas organizadas do Timão e policiais responsáveis pela segurança do evento trocaram agressões no setor de visitantes do estádio do Maracanã, em episódio que teve diversas complicações posteriores. Após exatos nove meses, o Corinthians retorna ao local neste domingo para encarar o Fluminense, às 16h, e nenhum lado espera que as cenas de violência se repitam na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE), 103 policiais atuarão na parte interna do Maracanã neste domingo, com escolta de delegações, arbitragem e torcidas organizadas, área de circulação interna e nas arquibancadas. No perímetro externo ainda haverá apoio dos quarto e sexto batalhões da Polícia Militar, do batalhão de ações com cães e regimento de cavalaria, tudo com a manifesta intenção de proteger os torcedores.

Há nove meses, a Polícia Militar decidiu reter os cerca de três mil torcedores do Corinthians no Maracanã após o fim da partida contra o Flamengo, em ato que aprisionou diversos inocentes e provocou revolta. O objetivo era identificar os responsáveis pelo tumulto por meio de fotos e imagens, mas apenas quatro dos 31 encaminhados à delegacia foram reconhecidos. Mais adiante, 27 foram encaminhados à cadeia pública José Frederico Marques, conhecida como Bangu 10, no Complexo de Gericinó, e outros quatro liberados para responderem em liberdade.

A prisão preventiva só foi substituída por medidas cautelares em janeiro de 2017, após alegações de inocência e provas apresentadas. Os torcedores também ficaram proibidos de comparecer aos jogos da equipe no país, com obrigatoriedade de comparecerem a delegacias uma hora antes de jogos do time, só podendo sair 30 minutos depois do encerramento.

Esportivamente, o Corinthians perdeu direito a cinco jogos com torcida visitante, cinco jogos com o Setor Norte da Arena Corinthians interditado e ainda uma multa de R$ 20 mil. Atualmente, quatro torcidas organizadas do Corinthians são vetadas nos estádios do Rio de Janeiro, assim como ocorre na Arena de Itaquera, o que leva os torcedores a comparecerem à paisana nos estádios.

Nove meses depois, o Corinthians volta ao Maracanã para enfrentar o Fluminense com expectativa de que só haja enfrentamentos dentro de campo.

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