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Nova realidade: Florianópolis não terá representantes em modalidades tradicionais nos Jasc

Com investimento reduzido, Capital não terá equipes de atletismo, futsal masculino e vôlei masculino; ginástica rítmica segue forte e briga pelo tri

Matheus Joffre
Florianópolis
31/10/2017 às 18H48

Tricampeã dos Jogos Abertos de Santa Catarina em 2011, Florianópolis terá que se adequar à nova realidade na disputa da mais importante competição do esporte amador catarinense. Com investimento reduzido, a Capital não terá representantes em modalidades tradicionais, como atletismo, futsal masculino e vôlei masculino, na 57ª edição dos Jasc, que começam nesta sexta-feira, em Lages.

Equipe da Florianópolis perdeu a segunda partida pelo Estadual de Futsal - Marco Santiago/ND
Equipe de futsal Florianópolis, que este ano fechou parceria com o Avaí, não disputará o Jasc - Marco Santiago/ND


Reflexos da falta de recursos pela qual a maioria das cidades brasileiras vem passando – Criciúma, por exemplo, desistiu dos Jasc. Com valores bem mais modestos, os convênios com a Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis foram firmados apenas em junho pela nova gestão. “Sabemos que os valores estão muito aquém daquilo que é necessário para o esporte de rendimento, mas estamos cumprindo à risca com o que foi acordado com as equipes, ao contrário da gestão passada, que não efetuou o repasse corretamente e deixou uma dívida de R$ 630 mil do bolsa atleta”, explicou o superintendente municipal de esportes da Capital, Maycon Oliveira.

Segundo Oliveira, a meta de Florianópolis para este Jasc é brigar pelo terceiro lugar na classificação geral e pelo menos garantir um lugar no pódio em Lages. As principais esperanças de medalhas da Capital estão em modalidades individuais como xadrez, caratê e ciclismo, além da ginástica rítmica, que conquistou o bicampeonato na edição de Joaçaba, Herval D’Oeste e Luzerna. “Ficamos de fora em algumas modalidades tradicionais, como o vôlei masculino e o futsal masculino, que dependiam muito dos recursos municipais, mas temos outras modalidades coletivas com chances também, como o handebol masculino e o vôlei feminino”, destacou.

O projeto a longo prazo de Florianópolis é sediar o Jasc em 2019 e voltar a brigar pelo título. “O prefeito já pediu um levantamento de todos os ginásios e instalações que temos disponíveis. Vamos apresentar nossa candidatura para ser sede do Jasc em 2019 e tentar dar uma alavancada”, revelou.

Ginástica rítmica da Capital segue forte e briga pelo tri

A equipe de ginástica rítmica de Florianópolis aposta na mescla entre juventude e experiência para faturar o tricampeonato nos Jogos Abertos de Santa Catarina. Das seis atletas que passarão pelo tablado em Lages, três são estreantes nos Jasc e recém subiram do juvenil e duas somam passagens pela seleção brasileira.

Equipe de ginástica rítmica de Florianópolis mescla experiência e juventude para brigar pelo tri - Marco Santiago/ND
Equipe de ginástica rítmica de Florianópolis mescla experiência e juventude para brigar pelo tri nos Jasc - Marco Santiago/ND


O programa da ginástica rítmica nos Jogos deste ano é o mesmo do ano passado, quando o Jasc acabou cancelado por conta das enchentes em Tubarão. São dois conjuntos: um de cinco arcos e outro de três bolas e duas cordas, mais os individuais. “A gente já vem trabalhando as provas de conjunto desde o ano passado. No início do ano tivemos duas técnicas búlgaras aqui conosco, que avaliaram os conjuntos, fizeram algumas contribuições e nós temos trabalhado ao longo do ano para aprimorar cada vez mais e atingir um nível de excelência nessas provas”, contou a técnica da equipe da Capital, Maria Helena Kraeski.

Atual bicampeã dos Jasc, Florianópolis vem credenciada a brigar pelo tri pelos resultados conquistados este ano, como o título estadual adulto e a participação de três atletas nas finais do Brasileiro individual. Mas a equipe da Capital também terá forte concorrência de Blumenau, que tem a atleta da seleção brasileira Jéssica Maia, e de Joinville, que conta com Mariany Miamoto, que hoje também compõe a seleção brasileira de individuais.

Com relação à situação atual do esporte em Florianópolis, Kraeski vê como um recomeço, com o comprometimento da nova gestão e de técnicos e atletas. “Florianópolis vive hoje momento delicado com relação ao esporte. Viemos de uma administração complicada, onde existia problemas políticos envolvendo o esporte e a nova gestão tem trabalhado para tentar levantá-lo novamente. Mas também percebemos um empenho muito grande por parte dos técnicos e dos atletas para reerguer o esporte do município”, ressaltou.

Modalidades disputadas pelos municípios da Grande Florianópolis

Florianópolis: basquete feminino, bocha feminino, ciclismo feminino, ciclismo masculino, caratê feminino, caratê masculino, ginástica artística feminino, ginástica artística masculino, ginástica rítmica, handebol masculino, judô feminino, judô masculino, natação feminino, natação masculino, punhobol, remo masculino, taekwondo masculino, tênis de mesa masculino, tênis feminino, tênis masculino, triatlo feminino, triatlo masculino, vôlei de praia masculino, vôlei feminino, xadrez feminino, xadrez masculino.

São José: atletismo feminino, atletismo masculino, basquete masculino, bolão 23 feminino, bolão 23 masculino, ciclismo feminino, ciclismo masculino, futebol feminino, ginástica artística feminino, ginástica artística masculino, judô feminino, judô masculino, taekwondo feminino, taekwondo masculino, triatlo feminino, triatlo masculino, vôlei de praia feminino, vôlei de praia masculino, vôlei masculino.

Biguaçu: atletismo masculino, caratê feminino, caratê masculino.

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