Publicidade
Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 20º C

Nova esperança nas quadras de tênis de Santa Catarina

Tenista Leonardo Frederico, 18 anos, de Tijucas tenta se profissionalizar no tênis

Everton Palaoro
Tijucas
15/07/2018 às 17H29

Longe do glamour de Wimbledon, o mais tradicional torneio do tênis mundial, que terá sua final masculina neste domingo, a realidade de Leonardo Frederico, 18, é completamente outra. O tenista de Tijucas treina na ADK Tennis, em Itajaí, e se encontra na chamada “fase de transição” e busca o primeiro ponto na ATP (Associação dos Tenistas Profissionais, na sigla em inglês) para se consolidar no profissional.
Para isso, Leonardo não mede esforços. Ele acabou de voltar de um período de 37 dias na Turquia e Israel, a primeira viagem internacional para competir. “Meu sonho era viajar para fora do país, mas nunca conseguia por condições financeiras. Já tinha tido várias oportunidades, mas nunca tinha conseguido ir. Foi uma experiência incrível, aprendi muita coisa com os europeus, a questão do comprometimento, da disciplina e tenho aplicado isso no meu dia-a-dia”, afirmou Leonardo, que é filho de um contador e de uma dona de casa.


Para tornar esse sonho possível, o atleta contou com o ajuda de patrocinadores e da Fundação Municipal de Esportes de Tijucas. Para essa viagem, ele também ganhou uma bolsa da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e teve apoio da Federação Catarinense de Tênis e do Grupo Bola Murcha do Itamirim Clube de Campo, de Itajaí. Além, é claro, de todo os esforço de seus pais, que já chegaram a bater de porta em porta para pedir apoio para bancar o sonho do filho de ser um tenista profisisonal.


“Mandei uma mensagem para os meus pais de lá agradecendo por tudo o que eles conseguiram me proporcionar. Com a renda da nossa família era muito difícil ir para à Turquia e Israel, onde passei os melhores momentos da minha carreira e eles nunca tiveram essa oportunidade. Só nós sabemos a batalha que é pra conseguirmos patrocínio. Eu falei ‘vocês merecem mais que eu estarem aqui’, contou.

Atleta ganhou experiência em Israel e Turquia

Leonardo não chegou a ter um choque cultural do outro lado do mundo, mas passou alguns percalços em Israel. Como quando chegou no meio da noite em Kiryat Shmona, cidade que faz divisa com o Líbano e a Síria em um feriado religioso, com tudo fechado, e teve que ir a pé com as malas para o apartamento onde estava hospedado. Não jantou e nem tomou café da manhã e foi direto para o jogo no dia seguinte.
"Em Israel tem um feriado que é o Shabat, que não funciona nada de sexta à noite até sábado ao pôr do sol. Chegamos em uma cidade que fazia divisa com o Líbano e a Síria, eu estava com um russo e um israelense num apartamento. Não tinha táxi, tivemos que caminhar 25 minutos com as malas. Eu não tinha comido nesse dia, não tive como jantar, nem tomar café da manhã no dia seguinte. Fui para o clube, só tinha barrinha de ceral, tomei água da torneira do banheiro e ganhei o jogo ainda", relatou.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade