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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Nike cita Trump, não envia chuteiras ao Irã e técnico aponta arrogância

Fornecedora de materiais esportivos envia comunicado para explicar sua decisão e Carlos Queiroz, comandante dos iranianos, vai à Fifa para exigir um pedido público de desculpas

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São Paulo (SP)

Às vésperas de sua estreia na Copa do Mundo, na sexta-feira, contra Marrocos, o Irã se envolveu em uma polêmica com origem política. Devido a sanções comerciais de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ao país do Oriente Médio, a norte-americana Nike informou que não enviará chuteiras aos jogadores iranianos, e o comunicado irritou o técnico Carlos Queiroz.

- Virou uma inspiração para nós. O último comentário da Nike foi, na minha opinião, desnecessário. Todos sabem das sanções, então foi absolutamente ridículo e desnecessário fazer esse comunicado contra alguns jovens jogadores. Deveria acontecer exatamente o oposto, porque 99% dos nossos jogadores compram as chuteiras. O comunicado deveria ser o oposto, agradecendo-os - disse o treinador à Sky Sports.

- A Nike deveria pedir desculpa por esta conduta arrogante contra 23 rapazes. Foi absolutamente ridículo e desnecessário. Nós mandamos o que pensamos para a Fifa, porque pensamos que o mínimo que a Nike deveria fazer é pedir desculpa. Esperamos que Fifa tome uma posição. Se não fizer isso, vamos divulgar a carta que mandamos para a Fifa - prosseguiu.

O comunicado da Nike que revoltou Carlos Queiroz, que é português, foi publicado pela ESPN. Nele, a empresa norte-americana diz não ter o que fazer diante das sanções do governo do seu país, ressaltando, contudo, que isso já ocorre há anos.

- As sanções dos Estados Unidos significam que, como uma empresa dos Estados Unidos, a Nike não pode enviar chuteiras para os jogadores da seleção do Irã neste momento. As sanções se aplicam à Nike há muitos anos e são reforçadas por lei - diz o comunicado.

Os iranianos demonstram uma confusão, já que, segundos eles, a Nike forneceu chuteiras aos jogadores nos últimos anos, inclusive na última Copa do Mundo, em 2014, quando a tensão entre o país e os Estados Unidos já existia fortemente, antes mesmo da eleição de Trump, em 2016.

Os uniformes do Irã são feitos pela Adidas, que é alemã, mas não há uma parceria, já que a federação do país do Oriente Médio compra o material. Em relação às chuteiras, a preocupação é de que a grande maioria dos adversários tem mais de um modelo à disposição, inclusive podendo mudar durante as partidas se quiser.

O Irã foi o primeiro time a chegar à Rússia, no último dia 5, e está no grupo B da Copa do Mundo. Enfrenta Marrocos, às 12h (horário de Brasília), em São Petersburgo, na sexta-feira. Na próxima quarta-feira, joga contra a Espanha, às 15h, em Kazan, e encerra a sua participação na primeira fase diante de Portugal, às 15h, em Saransk, no dia 25.

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