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"Não sei por que não querem falar de mim", diz Fernandes sobre diretoria do Figueirense

Convidado pela CBF para festa de lançamento da Série A, ídolo voltou a vestir a camisa alvinegra, mas foi ignorado pelo clube

Daniel Silva
Florianópolis

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) lançou oficialmente nesta quinta-feira a Série A 2016. A festa no Rio de Janeiro teve a presença do técnico Dunga. A entidade divulgou a taça do Brasileirão, apresentou o hino da competição e fez uma homenagem a ídolos dos 20 clubes participantes.

Entre Vampeta, Tinga, Léo, Washington, Marques, Ricardo Rocha, entre outros, estava Fernandes, o maior artilheiro da história do Figueirense, com 108 gols e seis títulos estaduais. O alvinegro foi representando pelo superintendente administrativo Alex Tomita. 

Rafael Ribeiro/Divulgação CBF
Fernandes é homenageado pela CBF no Rio de Janeiro


Honrado em vestir novamente a camisa do Furacão, Fernandes revelou tristeza ao não ser reconhecido pelo clube. O ex-jogador ainda não conseguiu entender a sua saída, em 2012. O carinho da torcida, no entanto, compensa.

“Fiquei bem honrado e feliz. Foi muito legal poder representar o Figueirense. Hoje tenho a real noção do que representei para o Figueirense. O meu maior prêmio é o carinho que recebo e o reconhecimento de todos. Não sei por que não querem falar de mim. Espero que possam limpar essa mágoa do coração deles”, comentou o ídolo. 

Os torcedores usaram as redes sociais para protestar contra o silêncio do clube. Os fãs criaram a hashtag #RespeitemOFernandes no Twitter para chamar a atenção para o assunto. Por meio da assessoria de imprensa, o alvinegro afirmou que não se pronunciará sobre o caso. 

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