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Mineirinho encerra preparação em Florianópolis e embarca para a etapa do Mundial de Surfe em Fiji

Atual campeão mundial de surfe finalizou período de treinos na capital catarinense e embarcou rumo à quinta etapa do circuito

Rafael Thomé
Florianópolis

O atual campeão mundial de surfe, Adriano de Souza, o Mineirinho, embarca nesta terça rumo à Fiji, onde disputa a quinta etapa da World Surf League 2016, entre os dias 5 e 17 de junho. Na sexta colocação do ranking, com 15.200 pontos, Mineiro aproveitou o período de descanso após a etapa do Rio de Janeiro para treinar forte em Florianópolis e melhorar o desempenho em relação ao ano passado, quando foi eliminado no terceiro round pelo norte-americano Dane Reynolds.

Daniel Queiroz/ND
Mineirinho treinou em Floripa acompanhado do fisioterapeuta Alison Paz

Morador da Capital catarinense desde 2010, Adriano de Souza conta com a orientação do especialista em fisioterapia esportiva e osteopatia Alison Leff Paz, que treina o atleta na academia Aktionpaz, no Lagoa Iate Clube, há cinco anos. “Sempre priorizei muito os treinos, porque faz parte do contexto de um atleta de alta performance. Aqui é onde consigo complementar o treino que faço na água e consigo ficar mais para as etapas, além de ter mais confiança no que faço”, resume Mineiro.

O foco da preparação do campeão mundial varia a cada etapa, de acordo com o tipo de onda, e tem como base trabalhos de mobilidade, estabilização e padrões de movimento. “Algumas ondas exigem mais resistência, outras trabalho de perna, explosão ou potência”, explica Paz. “Para as ondas de Fiji, a gente trabalha potência, estabilização e ação rápida, porque é uma onda forte e pesada”, completa.

Depois do título mundial, Mineiro casou e teve inúmeros compromissos com patrocinadores e imprensa, o que dificultou a realização de uma pré-temporada ideal. Para Alison Paz, que também é treinador do pentacampeão mundial de skate Pedro Barros, isso pode explicar o rendimento um pouco abaixo de 2015. “Ano passado tivemos 85 dias, mas esse ano foram apenas 20 dias. Estamos com o pé no freio, tentando recuperar eventuais lesões, mas não descartamos a possibilidade de um novo título”, comenta Paz, que acompanhará Adriano de Souza na sexta etapa do circuito mundial, na África do Sul, entre os dias 6 e 17 de julho.

Caminhada para o título começou em 2014

A consagração de Adriano de Souza como campeão mundial de surf em 2015 começou no ano anterior, na última etapa do circuito. Na verdade, foi a não participação na etapa de Pipeline, no Havaí, que abriu caminho para o paulista. “Ele teve uma lesão em Portugal [penúltima etapa de 2014], então nossa ideia foi não competir Pipeline para tentar sair na frente em 2015”, conta Alison Leff Paz.

A tática deu certo e Mineiro assumiu a liderança ao fim da perna australiana, onde conquistou um terceiro lugar (Gold Coast), um segundo lugar (Bells Beach) e um primeiro lugar (Margaret River). Com a vantagem adquirida cedo, foi possível fazer um trabalho de recuperação durante as outras etapas. “O circuito é extremamente cansativo. São nove meses viajando, não tem muita estrutura [de treino], as viagens de avião são pesadas e ainda têm os compromissos com patrocinadores e imprensa. Levamos tudo isso em conta e, com a largada na frente, conseguimos conquistar o título”, lembra o treinador.

Entrevista com Adriano de Souza:

O que espera da etapa de Fiji?

É uma etapa bem difícil, Tavarua tem uma onda que exige bastante. Pretendo ir bem, fiz todo o treinamento que pude. Sinto que tenho que melhorar muita coisa ainda, então vou em busca dessa evolução. Tomar que dê tudo certo lá.

Qual a importância dos treinamentos fora da água?

É muito bom. Sempre priorizei muito os treinos, faz parte do contexto de um atleta de alta performance. Tenho diversas atividades e sempre uso a favor do surf o que eu preciso melhorar. Faço os ajustes finais, consigo ficar mais forte para as etapas e com mais confiança no que faço.

Costuma treinar em Florianópolis?

Na verdade, costumo ficar muito pouco em Floripa, coisa de um mês ao longo do ano inteiro. Venho mais para descansar, ver a minha esposa e os familiares. Também venho treinar aqui nesse período, por isso tento fazer o meu melhor e maximizar o que posso durante esses dias no Brasil.

No mês passado, diversos atletas do circuito mundial mostraram insatisfação com a escolha do Rio de Janeiro para sediar mais uma etapa brasileira. O que pensa sobre uma possível mudança de local?

Eu sou paulista, mas em todas essas conversas ninguém falou que a etapa pode ser em São Paulo, que é a minha casa. Então, para mim, ter uma etapa em Santa Catarina, no Nordeste ou no Rio [de Janeiro], tanto faz, não sou local de nenhuma dessas regiões. Eu queria muito um evento em São Paulo, mas infelizmente não vou ter essa chance tão próxima. Sendo aqui [Santa Catarina], sendo no Rio, o mais importante é ter uma etapa que eu possa vestir a camisa e ter essa sensação e competir em casa.

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