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Criciúma é campeão estadual de 2013

Vitória de 1 a 0 não foi suficiente para a Chapecoense, que precisava ganhar por três ou mais gols de diferença

Redação ND
Florianópolis

O ataque foi a grande força do Criciúma no campeonato, mas foram as defesas do goleiro Bruno na Arena Condá, em Chapecó, que garantiram ao Tigre seu 10º título estadual neste domingo (19). O Tigre levantou o troféu do Catarinense 2013 mesmo perdendo por 1 a 0 para a Chapecoense. No jogo de ida, o time do técnico Vadão havia vencido a partida por 2 a 0. Por causa disso, o gol de Rafael Lima aos 12 minutos do primeiro tempo não foi suficiente para o Verdão, que precisava ganhar por três ou mais gols de diferença.

 

Rodrigo Goulart/Diário do Iguaçu
Rodrigo Goulart/Diário do Iguaçu
Criciúma ergue o troféu de campeão estadual pela 10ª vez na história

 


Os minutos iniciais de bola rolando deram a impressão que a história iria ser a mesma do primeiro tempo do jogo de ida, no Heriberto Hülse, com o Criciúma atacando pelas pontas e criando as melhores chances, enquanto a Chapecoense mostrava vontade, mas pouca organização. Só que depois de duas jogadas de perigo do Tigre, com Marcel e Suéliton, os donos da casa responderam com Fabinho Alves, que chutou fraco aos sete minutos e novamente aos 10. 

Esses dois lances foram o indício que a Chape começava a equilibrar a partida. Mas o que realmente mudou o primeiro tempo foi o gol de Rafael Lima, aos 12. Após cobrança de escanteio, o zagueiro da Chapecoense subiu no meio do bolo formado na área e cabeceou para baixo, na direção de Rodrigo Gral, que tirou o corpo da jogada. O corta-luz de Gral e o quique da bola atrapalharam Bruno, que não conseguiu fazer a defesa apesar de a bola ter ido em sua direção. "Agradeço à Chapecoense pela chance que me deu. Estava para encerrar a carreira", diria Rafael Lima mais tarde, no intervalo de jogo.

O gol mudou a partida de um jeito que o primeiro lance de perigo após o placar ser aberto, aos 20, começou com um chapéu do zagueirão de origem Fabiano na lateral direita. Na sequência, Bruno Rangel ajeitou de cabeça para Paulinho Dias, que bateu bonito, de voleio, mas no meio do gol. Bruno se agachou e encaixou a bola sem dificuldade.

A mudança também ficou visível no Criciúma, que apostou mais em bolas longas do que em jogadas pelas pontas. Lins e Fabinho chegaram a inverter de lado na tentativa de escapar da forte marcação verde. No entanto, mesmo perdendo para a Chape no meio-de-campo e na defesa, o Tigre ainda criou os lances mais perigosos do restante da etapa. Aos 35, Marcel cabeceou com perigo após cruzamento de Marlon. Aos 41, Fabinho fez o giro na entrada da área e chutou fraco para fácil defesa de Nivaldo. "O jogo está aberto. Estamos por um gol", afirmou o goleiro do Verdão logo depois de Heber Roberto Lopes encerrou o primeiro tempo.

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem mudanças. Aos oito, Fabinho Gaúcho arriscou de longe, em chute venenoso defendido por Bruno, que começava ali não só a se redimir do primeiro gol, passível de defesa, mas também a se tornar o principal nome da decisão. Aos 10, Wanderson saiu para a entrada de Soares.

 

Rodrigo Goulart/Diário do Iguaçu
Rodrigo Goulart/Diário do Iguaçu
Voleio de Paulinho Dias na etapa inicial foi uma das melhores chances da Chape

 

Aos 10, o técnico Gilmar Dal Pozzo botou a Chapecoense toda na frente. Tirou o volante cão-de-guarda Wanderson e botou o meia Athos. Mas a mudança não surtiu resultados imediatos, e o único lance real de perigo da Chape foi um chute impreciso de Fabinho Gaúcho. Entre os 20 e os 30 minutos, foi a vez de Vadão mexer, botando Tartá e João Vítor no lugar de Fabinho e Ivo, respectivamente. Dal Pozzo voltou a mexer também quando Fabinho Alves se machucou e foi substituído por Soares. 

Aos 31, a estrela de Bruno começou a brilhar mais forte. Um bola traiçoeira alçada pela Chape cruzou toda a área do Tigre, quicou perto do gol e só não entrou porque Bruno saltou para salvar. Aos 35, Bruno saiu bem do gol para interceptar jogada que iria sobrar para Athos. Aos 36, Fabiano deixou o campo, e Diego Felipe entrou.

Aos 43, Bruno Rangel teve a chance mais limpa do jogo. De virada, dentro da pequena área, o atacante mandou com violência por cima da meta. Aos 46, Bruno operou mais outra grande defesa. No bate e rebate dentro da área, a bola caiu perto de Diego Felipe, que encheu o pé. Bruno fechou o ângulo para evitar o gol e garantir o título estadual — conquista que o Criciúma não obtinha desde 2005.  

CHAPECOENSE (1)
Nivaldo; Fabiano (Diego Felipe), André Paulino, Rafael Lima e Fabinho Gaúcho; Wanderson (Athos), Paulinho Dias, Nenén; Bruno Rangel, Fabinho Alves (Soares) e Rodrigo Gral. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

CRICIÚMA (0)
Bruno; Sueliton, Ferraz, Páscoa e Marlon; Amaral, Élton e Ivo (João Vitor); Marcel, Lins (Gilson) e Fabinho (Tartá). Técnico: Vadão.

Gol: Rafael Lima, as 12 minutos do primeiro tempo. Cartões amarelos: Fabiano (Ch); Giancarlo, Páscoa, Sueliton (Cr). Local: Arena Condá, em Chapecó. Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Kleber Lucio Gil e Nadine Schramm Camara Bastos. Público: 11.178. Renda: R$ 209.680.

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