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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Júlia Sardá, jogadora de rugby de Florianópolis, está fora da Olimpíada

A atleta sofreu uma torção no joelho na estreia contra a Grã-Bretanha

Karin Barros
Florianópolis
Arquivo/Divulgação/ND
Júlia postou em seu perfil pessoal no Facebook que encerra sua carreira por causa da lesão


Júlia Albino Sardá, atleta de Florianópolis escalada para a seleção feminina olímpica de rugby, está fora das competições no Rio 2016. Ela sofreu uma torção forte no joelho, em um confronto com atletas da Grã-Bretanha, no jogo deste sábado, ao meio-dia.

Segundo o pai da atleta, o jornalista Laudelino José Sardá, Júlia está fazendo exames para mensurar se será preciso submeter-se a uma cirurgia, e não voltará mais a disputar jogos pela Olimpíada.

A atleta também escreveu em seu perfil no Facebook sobre o sentimento de ter participado de uma Olimpíada, e agradeceu a torcida brasileira pelo apoio.

Leia a postagem na íntegra: 

"12 anos atras eu iniciava num esporte pouco conhecido no Brasil e hoje eu encerrei minha carreira num muito conhecido e admirado, num esporte olímpico. Joguei 10 minutos. Um dos melhores 10 minutos da minha vida, e ao cair machucada, ouvia pessoas da arquibancada falando meu nome com palavras de incentivo e consolo. Obrigada aos amantes, aos torcedores da seleção feminina de rugby, vocês fazem a gente se sentir muito especial.

Eu aprendi muito nesses 12 anos, dentro e fora de campo. Aprendi que você não precisa ser a mais rápida, a mais forte, a mais técnica, que não importa que as pessoas estranhem, não acreditem que uma magrela possa jogar rugby. Com muita dedicação, essa menina desengonçada e considerada "franga", pode bater de frente com as grandonas e ser titular de uma equipe olímpica.

Queria agradecer muito todos que fizeram parte da minha jornada, minha família, os amigos, treinadores e alunos do atletismo, os alunos, funcionários e professores de todas as escolas que trabalhei, os amigos de escola e faculdade e a família rugby, da qual eu tenho parentes em todo o Brasil. Eu aprendi muito com todos vocês. Um agradecimento especial a minha mãe e o seu amor incondicional por esporte, uma mulher que foi impedida de ser atleta e que por isso incentivou todos os filhos a serem. Espero ter realizado o teu sonho de ter uma filha atleta!!

O meu sonho olímpico acabou? Com certeza não, pois o meu sonho não é individual, é coletivo, meu time continua em campo e vai buscar o melhor resultado possível.

E depois disso é construir outros sonhos e de alguma forma devolver ao esporte tudo que ele me deu. Eu, como professora, acredito no poder transformador do esporte, na sua importância para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O que fica? Muita história para contar, em especial para os cinco homens da minha vida, meus afilhados e/ou sobrinhos Benjamin, Lucas, Pedro, Lucca e Gustavo. Ja passou da hora da Tia Júlia estar presente na vida de vocês."

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